A Bélgica proibiu esta sexta-feira a entrada de viajantes vindos de freguesias específicas do distrito de Lisboa, dando luz verde ao resto do país, segundo as últimas informações no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros belga. Ontem, quinta-feira, o país tinha decidido colocar Lisboa em "zona vermelha", com obrigatoriedade de teste à Covid-19 e quarentena para todos os viajantes oriundos da capital portuguesa.

Portugal passou para a categoria ‘verde’ no modelo de semáforo, mas os concelhos da Amadora e de Odivelas, assim como as freguesias de Queluz-Belas, Massamá-Monte Abraão, Agualva–Mira Sintra, Algueirão–Mem-Martins, Rio de Mouro e a de Cacém–São Marcos, no Concelho de Sintra, a freguesia de Santa Clara, no Concelho de Lisboa, e as de Camarate, Unhos, Apelação e Sacavém–Prior Velho, no Concelho de Loures, são classificadas como ‘vermelhas’ estando a entrada na Bélgica interdita a viajantes com origem nestas.

As entradas são condicionadas (luz laranja no semáforo) a vindas de Chipre (teste obrigatório), da Gronelândia e Ilhas Faroé, na Dinamarca (teste obrigatório), Reino Unido (quarentena) e Islândia (teste ou quarentena).

A Finlândia, Irlanda, Marla e Noruega estão, a par das referidas freguesias do distrito de Lisboa e das localidades espanholas de La Segria (Lérida, Catalunha) e La Marina (Lugo, Galiza), catalogadas na luz vermelha, não sendo possível realizar viagens não essenciais, como as turísticas, para estes destinos.

A lista, sujeita a revisões regulares, dá luz verde (viagens sem restrições) à Alemanha, Áustria, França, Hungria, Itália, Luxemburgo, Letónia, Croácia, Holanda, Polónia, Roménia, Eslováquia, Suécia, Liechtenstein, Lituânia, Estónia, Bulgária, República Checa, Eslovénia, Suíça, Portugal e Espanha (exceto as zonas classificadas como em confinamento).

A pandemia de Covid-19 já provocou 555 mil mortos e infetou mais de 12,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A Bélgica conta com mais de 62.357 mil casos e 9.781 vítimas mortais, segundo os dados de hoje.

/ BC