A companhia aérea Ethiopian Airlines anunciou hoje que imobilizou todos os seus Boeing 737 MAX após a queda no domingo de uma das suas aeronaves que matou as 157 pessoas que seguiam a bordo.

"Após o trágico acidente de [voo] ET 302 (...), a Ethiopian Airlines decidiu imobilizar toda a sua frota de Boeing 737 MAX de ontem [domingo], 10 de março, até novo aviso", informou a companhia aérea, num comunicado publicado na rede social Twitter.

A Administração da Aviação Civil da China esclareceu que a ordem se deve a preocupações com a segurança, já que se trata do segundo acidente com aquele modelo no espaço de cerca de dois meses.

O primeiro ocorreu ao largo da costa da Indonésia, em circunstâncias semelhantes, em 29 de outubro, e resultou também na morte de todos os ocupantes.

O avião partiu da capital etíope, Adis Abeba, com destino à capital do Quénia, Nairobi.

O aparelho caiu numa zona chamada Hejeri, perto da cidade de Bishoftu, a cerca de 42 quilómetros a sudeste da capital da Etiópia e onde fica sediada a maior base da Força Aérea etíope.

As causas do acidente ainda não são conhecidas.

Também as autoridades chinesas ordenaram a todas as companhias aéreas do país para que não usem temporariamente aviões Boeing 737 Max 8, após a queda do avião na Etiópia no qual viajavam 157 pessoas, entre as quais oito cidadãos chineses.

A Administração da Aviação Civil da China esclareceu que a ordem se deve a preocupações com a segurança.

A ordem irá prevalecer durante nove horas. Outro aviso será emitido após consulta com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos e a Boeing sobre as medidas de segurança tomadas.