A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla original) aprovou esta quinta-feira a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Janssen, subsidiária europeia da farmacêutica Johnson & Johnson. Esta será a quarta vacina aprovada na União Europeia, depois dos produtos da Pfizer, Moderna e AstraZeneca.

A vacina, contrariamente àquelas já com luz verde da União Europeia, é de toma única e necessita de uma menor capacidade de frio para ser transportada e armazenada. 

Está previsto que Portugal receba, ao longo do segundo trimestre, os primeiros 1,25 milhões de vacinas da Janssen que fazem parte de um lote de 4,5 milhões que o país deverá ter disponíveis ao longo deste ano.

Após uma avaliação completa, o comité de medicamentos humanos (CHMP) da EMA concluiu por consenso que os dados sobre a vacina eram “robustos” e atendiam aos critérios de eficácia, segurança e qualidade. 

Com este último parecer positivo, as autoridades em toda a União Europeia terão outra opção para combater a pandemia e proteger a vida e a saúde dos seus cidadãos”, disse Emer Cooke, Diretor Executivo da EMA, acrescentando que “esta é a primeira vacina que pode ser usada em dose única ”.

Os resultados de um ensaio clínico que envolvem cidadãos dos Estados Unidos, África do Sul e países da América Latina descobriram que a vacina da Janssen foi eficaz na prevenção do vírus em pessoas a partir dos 18 anos de idade.

Este estudo envolveu mais de 44 mil pessoas. Metade recebeu uma única dose da vacina e a outra metade recebeu um placebo (injeção simulada). As pessoas não sabiam se haviam recebido a vacina ou um placebo.

O ensaio encontrou uma redução de 67% no número de casos sintomáticos de covid-19 após 2 semanas em pessoas que receberam a vacina (116 casos em 19.630 pessoas) em comparação com pessoas que receberam um placebo (348 de 19.691 pessoas).

Os efeitos colaterais com a vacina da Janssen no estudo foram geralmente leves ou moderados e desapareceram alguns dias após a vacinação. Os mais comuns foram dor no local da injeção, dor de cabeça, cansaço, dores musculares e náuseas.

Está previsto que Portugal receba 4,5 milhões de doses este ano da vacina desenvolvida pela Janssen, farmacêutica que é a subsidiária europeia da Johnson & Johnson.

Segundo um comunicado do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento), esta vacina “é composta por um vetor viral, baseado em adenovírus que foi modificado, de forma a conter o gene responsável pela produção da proteína ‘spike’, uma proteína do vírus SARS-CoV-2, necessária para entrar nas células do corpo”.

A vacina da Janssen não contém o próprio vírus e não pode causar covid-19”, sublinha o Infarmed, entidade responsável pela introdução de medicamentos em Portugal.

Ao contrário das outras três vacinas da covid-19 que já estão a ser administradas, a da Johnson & Johnson é de toma única e exige uma menor capacidade de frio para o seu transporte e armazenamento.

No âmbito do compromisso da farmacêutica com a Comissão Europeia, está previsto que Portugal receba, ao longo do segundo trimestre, os primeiros 1,25 milhões de vacinas da Janssen que fazem parte de um lote de 4,5 milhões que o país deverá ter disponíveis ao longo deste ano.