Milhares de passageiros foram afetados por uma avaria inédita no aeroporto de Lisboa, que, na quarta-feira, obrigou ao cancelamento de 64 voos e afetou mais de 300 ligações, na sequência de um problema no abastecimento dos aviões.

Depois do caos da noite passada, o aeroporto retomou a normalidade a meio da manhã de hoje, ainda que alguns voos ainda estejam a sair com atraso.

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Segundo uma nota da ANA – Aeroportos de Portugal, desde as 10:30 que o Aeroporto Humberto Delgado “retomou a normalidade”.

Todas as restrições ao tráfego aéreo foram levantadas e todos os voos estão a decorrer de acordo com o previsto, ao ritmo normal”, informa, ainda.

Pelo menos quatro partidas de Lisboa foram canceladas (eram voos que deveriam ter partido na véspera e regressado esta manhã) e no que respeita às chegadas, às 11 horas, havia apenas três voos cancelados, com origem em Paris (TAP), Madrid (Easyjet) e Boston (Azores Airlines).

Autorizados voos noturnos

O aeroporto de Lisboa teve esta quinta-feira de madrugada um reforço de meios no abastecimento de aviões para normalizar a operação, afetada desde as 12:00 de quarta-feira.

Além do reforço de meios de abastecimento durante a noite, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) deu autorização para que fossem efetuados voos noturnos para ajudar a normalizar a situação, inédita no Aeroporto Humberto Delgado (Lisboa).

Fonte oficial da ANA - Aeroportos de Portugal informou, pelas 00:30, que tinha sido resolvida a situação de falta de abastecimento, que levou ao cancelamento de 64 voos e afetou mais de 330 outras ligações e deixou milhares de passageiros em terra.

Dormir no aeroporto

A Proteção Civil disponibilizou camas para os passageiros que se mantiveram esta noite nas instalações do aeroporto, nomeadamente por não terem sido acomodados pelas suas companhias ou por quererem permanecer no local ou porque irão viajar brevemente.

Em conferência de imprensa na quarta-feira, o diretor do aeroporto, João Nunes, tinha explicado que os problemas com o abastecimento começaram pelas 12:00, tendo a empresa avançado que a situação deveria estar resolvida pelas 21:00.

Realçando tratar-se de "uma situação que aconteceu pela primeira vez", o responsável explicou que o abastecimento começou a ser feito com recurso a autotanques, o que permitiu a partida de alguns voos, mas sem garantir o normal funcionamento da operação.

A avaria que bloqueou o abastecimento das aeronaves no Aeroporto de Lisboa afetou, além do sistema de alimentação principal, também o redundante, devido a uma entrada de ar que fez desferrar o circuito, segundo fonte aeroportuária.

O sistema de abastecimento de combustível ao Aeroporto de Lisboa é da responsabilidade do GOC [Grupo Operacional de Combustíveis, liderado pela Petrogal e que reúne as principais petrolíferas].