Dezenas de mortos e de feridos registaram-se nas últimas 24 horas no norte do Iémen, indicaram hoje fontes governamentais sobre uma escalada da ofensiva dos rebeldes Huthis contra uma região nas mãos de forças lealistas.

O conflito no Iémen opõe tropas leais ao Governo, ajudadas desde 2015 por uma coligação militar dirigida pela Arábia Saudita, aos rebeldes xiitas Huthis, apoiados pelo Irão, que em 2014 ocuparam a capital, Sanaa.

Dezenas de pessoas foram mortas e feridas nos dois lados, a maioria dos mortos foram Huthis atingidos em ataques aéreos”, disse uma fonte governamental à agência France-Presse.

Os rebeldes atingiram as tropas lealistas na quinta-feira à noite com um míssil balístico nos subúrbios de Marib, “matando oito soldados e ferindo muitos outros”, adiantou.

Segundo fontes militares governamentais, vários ataques da aviação da coligação conduzida pelos sauditas tiveram como alvo os Huthis perto de Marib, matando todos os passageiros a bordo de oito veículos provenientes de Sanaa.

De acordo com habitantes, a cidade de Marib está em alerta geral e as forças governamentais têm apelado às tribos locais para as apoiarem.

A região de Marib é um dos raros bastiões fiéis ao Governo no norte do país, onde os Huthis se impuseram a partir de 2014.

Nos últimos dias, os rebeldes multiplicaram os ataques na região, mas também contra a Arábia Saudita, suscitando condenações da comunidade internacional.

O recrudescimento dos ataques aconteceu alguns dias depois dos Estados Unidos terem decidido retirar os rebeldes da sua lista de organizações terroristas, por razões humanitárias, e relançar as negociações de paz.

O conflito no Iémen causou dezenas de milhares de mortos, milhões de deslocados e a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU.

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