O presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou esta quarta-feira a suspensão, com "efeito imediato", de todos os voos com aviões Boeing 737 Max 8 e Max 9. A medida de segurança surge depois de, no espaço de seis meses, terem sido registados dois acidentes fatais com aeronaves daquele modelo. O último aconteceu no domingo, na Etiópia, e fez 157 mortos. 

A União Europeia, a China, o Canadá e vários outros países já tinham proibido a circulação do Boeing 737 Max nos seus espaços aéreos, mas, até agora, a Administração Federal de Aviação norte-americana tinha dito que não havia dados suficientes que provassem que estes aviões não são seguros. 

Entretanto, Donald Trump teve acesso a "novas informações", resultado da investigação que está a decorrer, e ordenou a suspensão dos voos com o modelo da Boeing.

Todos esses aviões ficam em terra, com efeito imediato", afirmou Trump em conferência de imprensa.

O presidente dos Estados Unidos acrescentou que os aviões deste modelo que estão atualmente no ar vão voar até ao destino previsto e, a partir daí, ficarão suspensos. Todas as companhias aéreas e os pilotos afetados já foram notificados.

Donald Trump garantiu que a segurança do povo americano é a "preocupação primordial". Por isso, apesar de achar que a decisão de suspender os voos dos aviões Boeing 737 Max "não tinha de ser tomada", foi a "decisão certa".

O presidente dos Estados Unidos afirmou ainda que a decisão foi coordenada com a fabricante norte-americana de aviões Boeing.

A Boeing é uma empresa incrível. Eles estão a trabalhar muito, muito duro agora e esperamos que rapidamente encontrem uma resposta", referiu Trump.

Em comunicado, a  Boeing garantiu que "continua a ter total confiança na segurança do 737 MAX". Ainda assim, a companhia acrescentou que recomendou à Administração Federal de Aviação norte-americana que suspendesse os voos por uma questão de "cautela" e com o objetivo de tranquilizar os passageiros.