A Itália registou 16.168 casos de covid-19 e 469 mortes no último dia, segundo o Ministério da Saúde, enquanto crescem dúvidas sobre o ritmo da campanha de vacinação do país, que aguarda por sete milhões de doses da Pfizer.

O número de óbitos, que se mantém estável tendo em conta os 476 somados no dia anterior, aumenta o total para 115.557 desde o início da emergência no país, em fevereiro de 2020.

As novas infeções desta quarta-feira representam quase mais 3.000 do que na véspera, embora tenham sido realizados cerca de 30.000 testes a menos do que na terça-feira.

Hoje foram contabilizadas 304.990 provas, contra as 334.766 da véspera, segundo a agência espanhola Efe.

No país, 3.809.193 pessoas foram infetadas durante toda a pandemia.

A pressão hospitalar continua a diminuir e dos 514.660 atuais positivos, 29.859 estão hospitalizados (menos 619 do que na terça-feira), dos quais 3.490 estão em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), menos 36.

A campanha de vacinação em Itália já inoculou 13.715.713 pessoas com a primeira dose e 4.091.366 pessoas com a segunda dose.

No entanto, o ritmo é mais lento do que o esperado para meados de abril, quando o governo planeava administrar meio milhão de doses por dia.

Durante este trimestre, a Itália vai receber mais de sete milhões de doses da Pfizer a mais do que o planeado – 670.000 em abril, 2,5 milhões em maio e quatro milhões em junho -, anunciou o comissário para a emergência sanitária, Francesco Figliuolo, em visita ao centro de vacinação de Aosta.

O desenvolvimento da campanha também não ajudou a dissipar dúvidas sobre o fármaco da Janssen após as tromboses detetadas e o governo italiano, após receber as primeiras doses, decidiu aguardar uma avaliação da Agência Europeia de Medicamentos.

Quanto às restrições impostas devido à pandemia, o mapa de Itália mudou de cor na segunda-feira, estando a maioria das regiões na “zona laranja”, um nível médio de restrições.

Atualmente, não está previsto que até 30 de abril algum território passe para a denominada “zona amarela”, de menor risco e com menores limitações, mas o governo de Mario Draghi deixou em aberto a possibilidade de flexibilizar restrições se os contágios o permitirem.

Desde segunda-feira, das vinte regiões do país, apenas quatro estão na “zona vermelha”, com medidas mais restritivas: Vale d’Aosta, Campânia, Apúlia e a ilha da Sardenha.

Ao mesmo tempo, o país finaliza um novo desvio de gastos de, pelo menos, 40.000 milhões de euros para ajudar as empresas mais afetadas pela covid-19, confirmou hoje o ministro do Desenvolvimento Económico, Giancarlo Giorgetti.

/ MJC