Uma adolescente de 17 anos e a filha prematura foram encontradas por voluntários num centro de detenção para migrantes nos EUA. Trata-se do centro de McAllen, no Texas, que se tornou polémico no ano passado quando veio a público que os filhos menores dos migrantes detidos na fronteira dos EUA com o México eram separados dos pais e mantidos em celas, semelhantes a gaiolas.

A administração Trump tem sido duramente criticada pelas condições em que são mantidos os migrantes nos centros de detenção transfronteiriços. A adolescente de 17 anos foi descoberta por voluntários e deu à luz no México, no início de maio, revelaram os voluntários do centro à Associated Press. Foi aos voluntários que a jovem contou ter tido um parto por cesariana, tendo conseguido chegar à fronteira do México com os EUA no dia 4 de junho. Precisou de ajuda para se deslocar, devido a dores intensas provocadas pelo pós-parto, e terá tido muitas dificuldades em entrar com a bebé para o carro da patrulha norte-americana que a levou para o centro de detenção, em vez de a transferirem para um hospital.

Segundo a adolescente, os guardas transfronteiriços obrigaram-na a desfazer-se de uma mochila com as roupas do bebé, que entretanto adoeceu. "Olhas para este bebé e não há dúvida de que devia estar numa incubadora com um monitor cardíaco", disse aos jornalistas Hope Frye, que viaja com um grupo de ativistas visitando centros de detenção pelos Estados Unidos. Segundo Frye, a recém-nascida não deveria ter sido mantida naquelas instalações, apropriadas a adultos apenas a adultos saudáveis e onde não devem ficar por mais de 72 horas.