São os primeiros imigrantes da caravana da América Central a alcançar a fronteira do México com os Estados Unidos. O grupo, de cerca de 400 pessoas, chegou esta terça-feira à cidade de Tijuana, o que levou os Estados Unidos a apertarem o controlo e a segurança da fronteira.

Chegados a Tijuana, nem as ameaças tantas vezes repetidas por Donald Trump nem o reforço de agentes de patrulha norte-americanos impediram dezenas de imigrantes de subir os postes de metal que separam o México dos Estados Unidos.

Este é apenas o primeiro grupo de um movimento que juntou mais de 5.000 imigrantes de países da América Central ao longo do último mês. A maioria dos quais ainda está a mais de 1000 quilómetros da fronteira.

A caravana partiu das Honduras a 13 de outubro. A grande maioria dos imigrantes (cerca de 86%) são hondurenhos, mas há também cidadãos da Guatemala, da Nicarágua, de El Salvador, do Panamá e da Costa Rica. Fogem da pobreza, da violência de gangues criminosos e da instabilidade política.

Mas o sonho americano de milhares de imigrantes tem merecido apenas hostilidade por parte da administração de Donald Trump.

No início do mês, o presidente norte-americano anunciou o envio de sete mil militares para a fronteira com o México.

Trump chegou a afirmar que os militares tinham "ordens para disparar contra os migrantes", mas a decisão causou polémica e o líder norte-americano acabou por voltar atrás.

Na sexta-feira, foi implementada mais uma medida para travar o movimento: o presidente assinou um decreto que suspende os pedidos de asilo para quem entre na fronteira de forma ilegal.

Entretanto, o secretário de Estado da Defesa, Jim Mattis, deverá deslocar-se para a zona da fronteira esta quarta-feira.