Édouard Philippe, de 46 anos, foi nomeado primeiro-ministro pelo presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou, esta segunda-feira, o secretário-geral do Eliseu, Alexis Kohler.

Philippe é um político de centro-direita, membro do partido dos Republicanos e presidente da câmara de Le Havre, na Alta Normandia. Com esta escolha, Macron mostra que pretende afastar-se do modelo socialista do último governo. 

A escolha do conservador moderado Édouard Phiippe faz parte da estratégia de Macron para alargar a base de eleitores para as eleições legislativas de junho. Aliás, a escolha do primeiro-ministro era crucial para Macron, que terá de convencer os franceses da sua capacidade de manter o seu projeto "nem de direita, nem de esquerda".

A transferência de poder de Benard Cazeneuve para o novo primeiro-ministro decorreu esta tarde, um dia antes do anúncio do novo governo de Macron.

Segundo a Reuters, que cita declarações feitas à TF1, o novo primeiro-ministro idenficou-se como um "homem de direita", antes de revelar a razão que o levou a aceitar o desafio lançado pelo novo presidente, que não pertence à sua ala política.

Disse a mim próprio que a situação atual do país é tão única que devemos tentar algo que nunca foi tentado".

Em declarações à BFMTV, Alain Juppé, ex-primeiro-ministro, de quem Édouard Philippe é próximo, desejou boa sorte ao novo primeiro-ministro e lembrou que França está a "entrar numa nova sequência da vida política".

Andreia Miranda / EC