O número das vítimas mortais das inundações em Aude, no sudoeste de França, é afinal 10 e não 13 como foi referido anteriormente, esclareceu hoje a autarquia de Aude à agência France Presse.

O balanço de 13 mortos tinha sido divulgado ao início da tarde de hoje pelo Ministério do Interior em Paris.

As autoridades locais indicaram à AFP que as inundações devido às fortes chuvas que atingiram a zona entre a noite de domingo e hoje causaram 10 mortos e oito feridos, contando-se ainda uma pessoa desaparecida.

Mais cedo, o governo regional de Aude disse que quatro mortes aconteceram nos arredores de Villegailhenc, onde a força das águas e detritos destruíram até uma ponte.

Em Villegailhenc, uma testemunha, Ines Siguet, disse que as águas subiram tão rapidamente que as pessoas ficaram presas nos telhados das suas casas e foram levadas de helicóptero para um local seguro.

A testemunha divulgou um vídeo de uma estrada danificada após a ponte que existia ter sido levada pelas águas.

"Não há mais nada, só há um buraco. (…) Foi muito violento", disse Ines Siguet à Associated Press (AP) por telefone.

Outras estradas também foram afetadas com as inundações, deixando a cidade isolada, disse a estudante de 17 anos.

Alain Thirion, o autarca de Aude, disse que alguns dos mortos pareciam ter sido arrastados pelas águas das enchentes.

Na cidade de Conques-sur-Orbiel, o rio subiu mais de seis metros, declarou Thirion.

As imagens da televisão mostram enormes fluxos de água a passar pelas cidades e aldeias, com carros encalhados pelas ruas.

As escolas foram fechadas e as autoridades estavam a incentivar as pessoas a ficarem em casa.

As inundações atingiram um nível sem precedentes desde que há registos (1891) e o departamento de Aude está sob aviso vermelho desde às 06:00 (hora local, 07:00 em Lisboa).

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, anunciou que o governo vai aplicar o “procedimento de catástrofe natural acelerado” em Aude, necessário para que as indemnizações dos particulares possam ser mais rápidas.

As imagens da televisão mostraram enormes fluxos de água a passar pelas cidades e aldeias, com carros encalhados. As escolas foram fechadas e as autoridades aconselharam as pessoas a ficarem em casa.

O presidente Emmanuel Macron, que se deve deslocar à zona “logo que possível”, exprimiu “a emoção e a solidariedade de toda a nação” às vítimas e saudou a mobilização “exemplar” dos serviços de socorro.