Subiu para 50 o número de vítimas mortais dos atentados em Christchurch, na Nova Zelândia, de acordo com a polícia, neste domingo, citada pela agências noticiosas internacionais.

O último balanço apontava para 49 mortos.

Também o número de feridos foi atualizado pelas autoridades: 36 feridos permanecem hospitalizados, dois deles em estado crítico.

O comissário Mike Bush, em declarações à imprensa nesta manhã (são mais 13 horas que em Lisboa), disse, ainda, que dois dos três suspeitos detidos após o ataque às mesquitas não têm qualquer ligação ao massacre. Um deles foi já libertado e o outro foi acusado de posse de arma.

O australiano nacionalista branco Brenton Tarrant, de 28 anos, é o suposto responsável pelos ataques à Mesquita Al Noor, perto do Jardim Botânico, e à vizinha mesquita de Linwood, que causaram na sexta-feira 49 mortos e meia centena de feridos, incluindo crianças.

O principal suspeito ficou em prisão preventiva depois de ser ouvido por um tribunal daquele país. Brenton Tarrant poderá ser condenado a prisão perpétua. 

A audiência durou breves minutos e decorreu à porta fechada, neste sábado, por razões de segurança. A cara do terrorista, nas imagens disponibilizadas, aparece sempre pixelizada sendo que a próxima sessão está marcada para 5 de abril. 

Sabe-se já que o terrorista passou pela Europa, incluindo Portugal, enquanto planeava o ataque, contou Brenton Tarrant num manifesto publicado antes de dar início ao massacre.

O gabinete da primeira-ministra confirmou que recebeu de Tarrant, por email, uma cópia do manifesto em que expunha a sua ideologia extremista e justificava a sua ação, menos de 10 minutos antes de iniciar o ataque à primeira mesquita.

Tarrant, que transmitiu ao vivo durante 17 minutos os disparos, é um dos três presumíveis envolvidos nestes ataques islamofóbicos.

Este ataque motivou uma onda de solidariedade em todo o mundo. 

A primeira-ministra neozelandesa considerou o dia 15 de março como o mais negro na história do país.

Christchurch está hoje sob um forte dispositivo de segurança, com as áreas das mesquitas isoladas para trabalhos policiais, e as autoridades anunciaram uma reforma legal para regulamentar o uso de armas.

A primeira-ministra, que visitou este sábado os feridos no hospital e membros da comunidade muçulmana de Christchurch, disse que esperava que todos os mortos fossem identificados antes do final do dia e a remoção dos corpos que ainda se encontram nas mesquitas para os devolver às suas famílias.

Também disse que o seu governo trabalha em conjunto com as autoridades de vários países para repatriar as vítimas, como a Jordânia, Índia, Paquistão, Bangladesh e Síria.

Christchurch, com cerca de 376.700 habitantes, é a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e a terceira maior cidade do país, localizada na costa leste da ilha e a norte da península de Banks. É a capital da região de Canterbury.