Pelo menos três soldados indianos morreram num "confronto violento" com o exército chinês, na fronteira disputada em Ladakh, que desde maio é fonte de fortes tensões militares entre os dois países, informou hoje o exército indiano.

A China acusou a Índia de ser responsável pelo incidente, que resultou na morte de três soldados indianos, na segunda-feira, afirmando que tropas indianas cruzaram a fronteira disputada por duas vezes e "atacaram" soldados chineses.

Soldados dos dois países têm tido, desde o início de maio, confrontos ao longo da fronteira, principalmente na região de alta altitude do norte da Índia.

Índia e China disputam território, desde há muito tempo, nas regiões de Ladakh e Arunachal Pradesh, mas nem sequer estão de acordo sobre a extensão da sua fronteira comum.

A Índia diz que a extensão é de 3.500 quilómetros, a China aponta 2.000 quilómetros.

"Durante o processo de redução da escalada dos conflitos no vale de Galwan, um confronto violento ocorreu, na segunda-feira à noite, e resultou em vítimas mortais dos dois lados. O lado indiano perdeu um oficial e dois soldados", afirmou o porta-voz do exército indiano.

"Em 15 de junho, as tropas indianas violaram gravemente o consenso bilateral e cruzaram a fronteira por duas vezes, antes de se envolverem em atividades ilegais e provocarem e atacarem soldados chineses, resultando num sério confronto físico", acusou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, em conferência de imprensa.

Pequim não confirmou se soldados chineses morreram nos confrontos.

Em 1962, China e Índia envolveram-se numa guerra por causa da fronteira dos Himalaias, tendo chegado a um acordo de cooperação na década de 1980. Desde então, verificam-se pontualmente diferendos.

/ AM