A primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, também abandonou a reunião do Conselho Europeu para cumprir quarentena voluntária e realizar o teste da covid-19, anunciou a própria, nesta sexta-feira.

O mesmo aconteceu já com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que também deixou a reunião dos líderes europeus, onde se encontra o primeiro-ministro António Costa, depois de um membro do seu gabinete ter testado positivo.

Sanna Marin explicou na rede social Twitter que deixou a reunião "como medida de precaução", tendo pedido ao primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, que representasse a Finlândia no Conselho Europeu.

A chefe do governo explicou, ainda, que em causa está o teste positivo de um deputado do seu país, Tom Packalén, com o qual esteve reunida em diferentes momentos antes de partir para Bruxelas.

Sanna Marin adiantou, ainda, que regressa de imediato à Finlândia, onde realizará o teste à covid-19 e permanecerá em quarentena.

Esta é a terceira baixa no Conselho Europeu causada pela pandemia de covid-19, que começou sem a presença do chefe de governo polaco, Mateusz Morawiecki, que ficou em quarentena em Varsóvia.

Segundo fontes europeias, a sala onde os líderes dos 27 se reúnem está disposta de modo a ser respeitada a distância física de 1,5 metros entre os presentes, bem como todas as outras onde haja reuniões e o tamanho das delegações foi reduzido de modo a haver menos pessoas a circular no edifício, ao qual os jornalistas deixaram de ter acesso.

O uso de máscara é obrigatório nas zonas públicas do edifício e não podem estar mais de duas pessoas de cada vez no elevador.

As salas, cantinas e cafetarias são limpas, as portas são abertas e fechadas por funcionários específicos, de modo a reduzir o número de mãos nas maçanetas, há gel desinfetante disponível nas mesas e os auscultadores são distribuídos em embalagens individuais.

Catarina Machado