A polícia do Quénia anunciou a detenção de mais nove pessoas suspeitas de envolvimento no ataque a um complexo turístico em Nairobi, na terça-feira, aumentando para 11 o total de suspeitos já detidos.

Os suspeitos "começaram a ser questionados pelo seu envolvimento no ataque terrorista" ao complexo turístico, disse um oficial da polícia, ouvido pela AP.

Já na quarta-feira tinham sido detidas outras duas pessoas, pelo alegado envolvimento neste ataque, que tirou a vida a 20 civis e um oficial da polícia, além de cinco atacantes.

O Governo queniano garantiu que houve uma rápida reação por parte das forças de segurança, o que reflete uma melhoria na resposta a este tipo de ataques.

Este ataque tem semelhanças com o que foi realizado em 2013 pelo al-Shabab ao centro comercial Westgate, localizado na mesma zona, que deu origem a um cerco de três dias e que provocou a morte de 67 pessoas.

O ministro da Informação, Joseph Mucheru, garantiu, por isso, que as forças de segurança estão "melhor preparadas" comparativamente a 2013.

A rapidez da resposta e da conclusão das operações foi satisfatória", afirmou Mucheru, em declarações aos jornalistas.

O ataque, que terá sido realizado por cinco homens e que durou mais de 20 horas, foi reivindicado ainda na terça-feira pelo grupo extremista somali al-Shabab, que disse ter matado 47 pessoas, sem dar pormenores, numa nota divulgada pela sua agência noticiosa Shahada.

O centro norte-americano de vigilância dos ‘sites’ ‘jihadistas’ SITE anunciou quarta-feira que os islamitas radicais somalis indicaram ter agido em represália à transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém, que ocorreu em maio de 2018.

Num comunicado divulgado pelo SITE, o al-Shabab afirma que os seus combatentes receberam instruções do chefe da Al-Qaida, Ayman al-Zawahiri, para atacar o complexo DusitD2 “em reação aos comentários estúpidos do Presidente norte-americano, Donald Trump, e ao seu reconhecimento de Al-Qods (Jerusalém) como capital de Israel”.

Além de um hotel de luxo, o complexo inclui bares, restaurantes, escritórios e bancos, localizando-se num bairro onde vivem muitos norte-americanos, europeus e indianos.

O assalto coordenado começou com uma explosão que atingiu três veículos junto a um banco e um bombista suicida que se fez explodir no átrio do hotel ferindo gravemente várias pessoas, disse na terça-feira Boinnet.

Desde 2011 que o grupo ligado à Al-Qaida ameaça retaliar depois de o Quénia enviar tropas para a Somália.