Dois militares venezuelanos morreram na quarta-feira após um acidente com um avião caça Sukhoi 20MK2, que apresentou falhas durante a descolagem, na Base Aérea Capitão Manuel Rios, em Guárico, 200 quilómetros a sul de Caracas.

De acordo com as autoridades venezuelanas, na sequência do acidente morreram o general de brigada Virgílio Márquez Morillo e o capitão Nesmar Salazar, da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar).

A aeronave em questão tinha previsto realizar um voo desde Guárico a Barcelona, no Estado de Anzoátegui (520, quilómetros a leste da capital).

Um relatório militar refere que "de imprevisto, o caça bombardeiro virou bruscamente para a direita e apesar de os tripulantes executarem a correspondente ejeção, não puderam evitar a queda fatal, porque estavam a muito baixa altura".

A Inspetoria Geral de Aviação Civil Bolivariana convocou a Junta Investigadora de Acidentes para investigar as causas que levaram ao acidente.

A oposição venezuelana lamentou o ocorrido e quer que o Presidente Nicolás Maduro explique a razão de "tantas visitas" de militares russos ao país.

"Terá que explicar às famílias [das vítimas] que aconteceu com tantas visitas russas, justificadas com a suposta manutenção desses aviões. Hoje a aviação está de luto porque há mais duas vítimas da corrupção e do desacerto nas Forças Armadas", afirmou o líder opositor, Juan Guaidó, numa mensagem divulgada no Twitter.