O deputado argentino Federico Fagioli, alegadamente detido na sexta-feira ao chegar à Bolívia, onde ia participar como observador das presidenciais, foi libertado, segundo apurou a EFE, mas o executivo boliviano de Añez já contestou a prisão.

Fontes oficiais, consultadas pela agência EFE, confirmaram que Fagioli está na residência da embaixada argentina em La Paz, na Bolívia, enquanto o resto da delegação foi transferida para um hotel.

Os deputados Leonardo Grosso e Paula Penacca, bem como o senador Guillermo Snopek, que também integram a comitiva, vão permanecer na Bolívia para participar nas eleições presidenciais como observadores.

O Governo da Argentina tinha denunciado hoje o caso, através de uma publicação na rede social Twitter, culpabilizando o executivo de Jeanine Añez pelo sucedido.

Através da mesma rede, a Argentina exigiu que o executivo de Añez “se responsabilize pela detenção ilegal” de Fagioli, bem como pela saúde do funcionário da embaixada da Argentina Lucas De Maria, que teve um ataque de asma, no aeroporto, durante a detenção do deputado.

No entanto, o Governo da Bolívia já veio contestar a detenção.

Ninguém foi preso”, assegurou o ministro interino do Governo da Bolívia, Arturo Murillo, numa conferência de imprensa, em La Paz.

O governante classificou a denúncia como “desinformação” e reiterou que nem a polícia, nem os serviços de migração fizeram detenções na noite de sexta-feira, no aeroporto internacional El Alto.

Murillo afirmou ainda que o deputado Fagioli não é bem-vindo na Bolívia, ressalvando que não existe qualquer problema quanto aos restantes elementos da delegação.

/ Publicado por MM - Notícia atualizada às 18:29