A pouco mais de um mês das eleições presidenciais francesas, dois dos principais candidatos ao cargo apresentaram propostas arrojadas, numa tentativa de reforçar as suas posições nas sondagens.

No dia em que um radical islâmico foi abatido no aeroporto de Orly, em Paris, o candidato presidencial Emmanuel Macron, favorito nas sondagens, propôs o restabelecimento do serviço militar obrigatório, extinto há 20 anos, com um mês de duração, para dar resposta às necessidades de segurança do país.

O ex-ministro da Economia, que apresentou o seu programa para a Defesa e assegurou que a implantação de um serviço militar de um mês “é um verdadeiro projeto de sociedade” que permitirá favorecer a miscigenação social.

Macron tenciona, se for eleito, apresentar até ao final do ano uma lei restabelecendo o serviço militar obrigatório e universal, envolvendo cerca de 600.000 jovens anualmente.

Por sua vez, o candidato da esquerda radical às presidenciais francesas, Jean-Luc Mélenchon, juntou hoje dezenas de milhares de apoiantes numa marcha em Paris para pedir uma reforma profunda da Constituição de França.

Mélenchon, que propõe a redução das 35 horas de trabalho semanais, a saída da NATO, a suspensão dos acordos de comércio livre e o fim da utilização da energia nuclear, prometeu convocar uma assembleia constituinte se for eleito.

Escrever uma Constituição é escrever o tipo de sociedade em que queremos viver. Não pode ser entregue a uma pequena comissão de amigos, como em 1958, tem de ser uma assembleia constituinte a redigir a nova Constituição”, disse.

A primeira volta das presidenciais francesas realiza-se a 23 de abril.