Um sismo de magnitude 6,8 na escala de Richter foi sentido esta terça-feira no Japão, tendo as autoridades emitido o alerta de tsunami.

O sismo foi sentido na região noroeste, perto de Tsuruoka, às 22:22 locais (14:22 em Lisboa), com epicentro a dez quilómetros de profundidade, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão.

De momento não há informação sobre possíveis vítimas ou danos materiais.

Já esta segunda-feira tinha sido sentido um forte sismo com magnitude 5,9 no sul da China.

O Governo do Japão pediu aos residentes da zona costeira do noroeste que abandonem as suas casas e procurem refúgio, na sequência do terramoto que abalou a região.

O apelo foi feito pelo ministro porta-voz do Governo japonês, Yoshihide Suga, numa conferência de imprensa para divulgar os efeitos do sismo, que foi sentido com mais violência no norte do país e que já provocou um alerta de ‘tsunami’.

Yoshihide Suga adiantou estar a compilar informação sobre possíveis vítimas e informou que as centrais nucleares da região afetada, nas províncias de Niigata e de Yamagata, estão a funcionar com normalidade.

O ministro pediu aos habitantes da zona que fiquem atentos aos meios de comunicação social para terem informação sobre os efeitos do terramoto.

Pelo menos duas réplicas foram já registadas na zona, uma com magnitude de 3,8 graus e outra de 4 graus na escala de Richter.

O gabinete do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, criou uma unidade de crise para monitorizar os efeitos do sismo.

As autoridades emitiram o alerta de possível ‘tsunami’ (maremoto) para as províncias de Niigata, Yamagata e Ishikawa.

O Japão situa-se na junção de quatro placas tectónicas e é atingido todos os anos por cerca de 20% dos sismos violentos registados no planeta.

Os japoneses mantêm viva a memória do ‘tsunami’ de 11 de março de 2011 que, depois de um sismo de intensidade 9 ao largo do arquipélago, causou a morte de 18.500 pessoas e provocou o acidente nuclear de Fukushima.