Quatro trabalhadores portugueses ficaram, esta sexta-feira à tarde, soterrados, na sequência do desabamento de uma escola primária em Antuérpia, na Bélgica.

Ao início da noite, as autoridades nacionais adiantaram a morte de três portugueses e o desaparecimento de um quarto, mas, mais tarde, quando o embaixador, Rui Tereno, chegou ao local, fonte da proteção civil belga não confirmou as mortes que inicialmente haviam sido adiantadas pelo Ministério do Interior do país.

O MNE encontra-se a acompanhar a situação através da Embaixada de Portugal em Bruxelas, que está a tentar contactar as famílias destes cidadãos e prestar todo o apoio necessário no âmbito das suas competências.

 

De acordo com os meios de comunicação social, os portugueses eram funcionários portugueses da Goorden Bouw en Service, uma empresa que estava a instalar fachadas. Os funcionários estavam nos andaimes quando o prédio desabou.

No entanto, as autoridades belgas apenas avançam, até ao momento, com uma morte e cinco desaparecidos no desabamento de um prédio em Antuérpia, não confirmando relatos que apontam para três vítimas mortais portuguesas. 

Além dos portugueses, o desabamento na cidade belga provocou, pelo menos, nove feridos, oito dos quais em estado grave, que foram transportados para o hospital, entre os quais se incluem cinco romenos e um ucraniano.

O Presidente da República também lamentou o acidente de trabalho. Através de uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa "apresenta condolências às famílias dos compatriotas que morreram na Bélgica".

Os serviços de emergência de Antuérpia foram alertados para o incidente, que ocorreu na área de Nieuw Zuid, por volta das 14:25 horas. 

“Sabemos que um andaime desabou, sabemos que uma parede desabou. Mas não sabemos ainda qual dos dois desabou primeiro ", disse o porta-voz da polícia Wouter Bruyns.

O Ministério Público do Trabalho de Antuérpia nomeou um perito legal para fazer as conclusões no local, mas deve primeiro aguardar a busca dos trabalhadores desaparecidos. A inspeção do trabalho terá de examinar, entre outras coisas, se um peso muito grande de tijolos teve influência no desabamento.

As circunstâncias exatas em que o desabamento ocorreu ainda não são claras. Imagens de testemunhas mostram aquilo que parece ser a parte superior do edifício a colapsar.

 

 

 

Pelo facto de o prédio estar ainda em construção, trabalhadores estavam no local quando ocorreu o desabamento. As primeiras informações colocam o número de feridos nas duas dezenas, com lesões a variar em termos de gravidade.

 

 

Até ao momento, o Corpo de Bombeiros de Antuérpia afirma que dez pessoas foram resgatadas.

 

No Twitter, o Corpo de bombeiros afirmou que foi accionada uma equipa de cães pisteiros para encontrar os desaparecidos. "No intervalo, os nossos operacionais estão a preparar o apoio logístico para começar a limpar os escombros com cuidado".

A mesma fonte divulgou ainda que na sequência do acidente nove pessoas foram hospitalizadas, oito em estado grave.

O prédio que estava a ser construído era para ser uma escola primária, onde a educação urbana e a educação comunitária iriam unir forças. A nova escola de Zuidzin, que deveria abrir suas portas no dia 1 de setembro, tencionava oferecer educação para duzentas a trezentas crianças .

A escola não se tornaria uma escola clássica: em vez de salas de aula, seriam usados ​​grandes estúdios, que poderiam ser subdivididos em vários espaços menores se necessário.´

Henrique Magalhães Claudino Pedro Moreira / Atualizada às 9:07