O furacão Iota provocou pelo menos 16 mortes e quatro desaparecidos na Nicarágua, onde se registaram também danos materiais significativos, informaram hoje as autoridades.

O furacão, que devastou a Região Autónoma das Caraíbas do Norte (RACN), provocou deslizamentos de terra nas regiões central e setentrional do país.

Sete pessoas, de duas famílias, morreram soterradas num desabamento de terras ocorrido numa zona montanhosa no departamento de Matagalpa, no norte da Nicarágua, adiantou a vice-presidente do país, Rosario Murillo.

Segundo Murillo, mulher do presidente Daniel Ortega, a estas vítimas, que viviam numa encosta considerada zona de risco, foram nos últimos anos feitas propostas de realojamento, que terão recusado.

Entre esses sete mortos estão três irmãos: Fanor, Elvis e Fanny Otero, uma mulher, Martha Lorena Hernández, de 34 anos, e os filhos Orlando, de sete anos, Heykel, de nove e Karen, de dois, de acordo com a informação avançada pelas autoridades do país.

O deslizamento, que testemunhas garantiram ter movimentado a terra em cerca de um quilómetro, aconteceu na noite de terça-feira, numa zona de difícil acesso no Maciço de Peñas Blancas, uma reserva natural localizada 1.745 metros acima do nível do mar, no município de La Dalia, departamento de Matagalpa, 200 quilómetros a norte de Manágua.

Com estes sete casos, o número de mortos do Furacão Iota subiu para 16, incluindo duas mães e as respetivas filhas, arrastadas pela inundação de um rio no departamento do Pacífico de Carazo, e outras duas que se encontravam num táxi, sobre o qual caiu uma árvore.

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