A desflorestação na Amazónia aumentou 22% num ano, o valor mais alto desde 2006, segundo o relatório anual do governo brasileiro, divulgado nesta quinta-feira.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INDE), organismo federal brasileiro, registou uma perda de 13.235 km2 de floresta entre agosto de 2020 e julho de 2021, uma área 17 vezes o tamanho da cidade de Nova Iorque.

Há 15 anos que a maior floresta tropical do mundo não sofria uma perda de tão grande dimensão, quando foi dizimada em 14.286 km2.

É a terceira vez consecutiva que a desflorestação da Amazónia aumenta sob a presidência de Jair Bolsonaro, que a oposição culpa por este aumento devido aos incentivos à agricultura e à mineração.

O ministro brasileiro do Ambiente admite que estes números representam "um desafio" e prometeu ser "mais ativo contra os crimes ambientais".

No entanto, Joaquim Leite também desvalorizou os números, considerando que "não refletem com exatidão a situação dos últimos meses". 

Na semana passada, o governo tinha garantido ter intensificado o combate ilegal à extracção de madeira ao deslocar mais militares para o terreno.

Catarina Machado