A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje que nos próximos seis meses pode verificar-se um elevado número de infeções e de mortes por covid-19, apesar da vacinação que está a iniciar-se em vários países.

A vacina é motivo de esperança e devemos comemorar, mas os próximos três a seis meses serão difíceis. Os países que têm transmissão intensa do vírus verão que ela vai intensificar-se”, alertou o diretor do programa de emergências sanitárias da OMS.

Em conferência de imprensa, Mike Ryan adiantou que países que tenham a situação da pandemia sob controlo podem, nos próximos meses, “sofrer para continuar assim", dando como exemplo regiões do leste asiático, onde o número de infeções começa a aumentar em algumas cidades, após meses de relativa estabilidade.

"O sucesso passado não é garantia de sucesso futuro" na contenção da pandemia, salientou o especialista da OMS, ao alertar que, mesmo quando as vacinas estiverem disponíveis, no início não existirão em quantidade suficiente para evitar os contágios do novo coronavírus.

Vários países, como o Brasil e os Estados Unidos, não saíram da primeira vaga com a situação controlada e agora enfrentam "um período intenso”, o que faz com que tenham de “implementar todas as medidas preventivas necessárias”.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 1.662.792 mortos resultantes de mais de 74,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (310.792) e também com mais casos de infeção confirmados (mais de 17,2 milhões).

Seguem-se, em número de mortos, o Brasil (184.827 mortos, mais de 7,1 milhões de casos), a Índia (143.709 mortos, mais de 9,9 milhões de infetados), o México (116.487 mortos, mais de 1,2 milhões infetados) e a Itália (67.894 mortos, mais de 1,9 milhões de casos).

Em Portugal, morreram 5.977 pessoas dos 366.952 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

/ LF