Cerca de 170 pessoas podem ter morrido em dois naufrágios, nos últimos dias, no Mar Mediterrâneo. Os números são avançados pela ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), que ressalva que não conseguiu confirmar, de forma independente, as informações.

A Marinha italiana avançou que um navio afundou, ao largo da costa líbia, com 117 pessoas a bordo. Enquanto isso, avança a BBC, as autoridades marroquinas e espanholas procuram um barco desaparecido no Mediterrâneo Ocidental.

O primeiro barco desapareceu há vários dias no Mar de Alborão, com 53 pessoas a bordo. Um sobrevivente do acidente foi tratado em Marrocos, depois de passar 24 horas à deriva em alto mar. As buscas têm sido intensas, mas, até agora, sem sucesso.

O outro barco deixou a Líbia no último sábado, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Citado pela agência EFE, o porta-voz da OIM, Flavio di Giacomo, disse que os três sobreviventes, que foram resgatados pela marinha italiana e transportados para a ilha de Lampedusa, em Itália, comunicaram que o barco levava 120 pessoas a bordo.

Por sua vez, a marinha italiana já tinha confirmado que, durante as operações foram avistados três corpos. Permanecem assim desaparecidos 114 migrantes, que, tendo em conta o tempo que estão desaparecidos no mar, se teme já que tenham morrido.

O responsável da OIM em Itália disse ainda que, segundo os sobreviventes, entre os desaparecidos encontram-se cerca de dez mulheres, uma delas grávida, e duas crianças, sendo a maioria proveniente da Nigéria, Camarões, Gâmbia, Costa do Marfim e Sudão.

A organização não-governamental (ONG) alemã Sea Watch já havia informado o naufrágio na sexta-feira, através das suas redes sociais, denunciando que, até ao momento, não há um “programa europeu de resgate no Mediterrâneo” e que o barco da ONG espanhola Open Arms está bloqueado em Espanha pelas autoridades, enquanto o navio humanitário Sea Eye também continua à procura de um porto para a mudança de tripulação.

Mais de 2200 pessoas perderam a vida, quando tentavam atravessar o Mediterrâneo, só em 2018.