A passagem do ciclone Idai no centro de Moçambique e as cheias que se seguiram já provocaram, desde quinta-feira, mais de 200 mortos, anunciou esta terça-feira, na cidade da Beira, o Presidente moçambicano Filipe Nyusi.

O chefe de Estado falava durante uma reunião do Conselho de Ministros realizado na cidade da Beira, parcialmente destruída pelo ciclone.

Os balanços provisórios também apontavam para mais de 200 mortos, mas a confirmação oficial surge só agora. Recorde-se, no entanto, que o presidente moçambicano já assumiu que o ciclone poderá ter provocado mais de mil mortos só em Moçambique.

A União Europeia (UE) anunciou, esta terça-feira, um apoio de emergência de 3,5 milhões de euros para ajudar a população africana afetada pela passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué, que causou dezenas de mortos.

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Na segunda-feira, o Governo português divulgou que “até agora não há registo de cidadãos portugueses mortos, feridos ou em situação de perigo” devido à passagem do ciclone Idai em Moçambique, mas “várias dezenas perderam casas e bens”. O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, vai viajar esta noite de terça-feira para Moçambique. 

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Mais de 1,5 milhões de pessoas foram afetadas pela tempestade naqueles três países africanos.

Estimativas iniciais do Governo de Moçambique apontam para 600 mil pessoas afetadas, incluindo 260 mil crianças.

O ciclone, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora atingiu a Beira, a quarta maior cidade de Moçambique, na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes sem energia e linhas de comunicação.

No Maláui, as estimativas do Governo apontam para que tenham sido afetadas mais de 920 mil pessoas nos 14 distritos afetados, incluindo 460 mil crianças. Há registos de pelo menos 56 mortos e 577 feridos.