A União Europeia acordou esta terça-feira reabrir as fronteiras as suas fronteiras a quem tenha sido plenamente vacinado contra a covid-19.

A informação foi avançada pela AFP, que cita fontes do bloco.

Com a taxa de vacinação a aumentar “dramaticamente” nos estados membros da UE, fontes da comissão afirmam que está na hora de relaxar as regras sobre viagens não essenciais, ao mesmo tempo que o Bloco legisla para fornecer poderes para puxar um “travão de emergência”, se necessário.

De acordo com o jornal The Guardian, a reabertura das fronteiras está prevista, o mais tardar para junho.

A exigência de submeter o viajante ao teste da Covid-19 antes ou depois da chegada, ou mesmo a possibilidade de o colocar em quarentena, ainda pode ser aplicada por estados individuais, mas segundo disse fonte de Bruxelas: "Esperançosamente, com a situação a melhorar e a taxa de vacinação a aumentar  dramaticamente, veremos também uma eliminação gradual dessas condições adicionais."

 

 

Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, também defendeu a mesma ideia. “É hora de reviver a indústria do turismo e de reacender as amizades transfronteiriças - com segurança. Propomos dar as boas-vindas aos visitantes vacinados e de países com boa saúde. Mas se surgirem variantes, temos de agir rápido: propomos um mecanismo de travão de emergência da UE. ”, afirmou no Twitter.

A notícia surge numa altura em que a OMS Europa assinala que a situação da pandemia no continente é grave apesar de sinais de abrandamento de contágios.

Temos que ser claros: sinais iniciais de queda [do número de novas infeções] não é o mesmo que taxas de transmissão baixas. A transmissão tem que descer e manter-se em níveis baixos", defendeu o diretor europeu da Organização Mundial de Saúde (OMS), Hans Kluge, em conferência de imprensa.

A incidência da doença está a reduzir-se na população mais idosa, o que a OMS atribui aos efeitos da vacinação, registando-se ainda uma redução para 30 por cento da mortalidade com covid-19 entre pessoas com mais de 80 anos, a proporção mais baixa desde há um ano.

No entanto, a pressão sobre os sistemas de saúde continua em "níveis altos" e há relatos de saturação dos hospitais em países de toda a região europeia, assinalou Hans Kluge, indicando que em França, o número atual de internamentos em enfermaria e unidades de cuidados intensivos não era tão alto há um ano.