A Dinamarca anunciou, neste sábado, mais dois casos de coágulos após toma da vacina da AstraZeneca, um deles fatal.

Os novos casos de coágulos e hemorragia cerebral foram identificados em profissionais de saúde.

Um dos profissionais de saúde morreu e ambos receberam a vacina contra a covid-19 da farmacêutica anglo-sueca, em parceria com, a Universidade de Oxford, menos de duas semanas antes de adoecerem, de acordo com as autoridades de saúde de Copenhaga.

A regulador dinamarquês do medicamento confirmou, apenas, a existência de "dois casos graves".

Damos prioridade a relatos de suspeitas de efeitos colaterais graves como os agora reportados e vamos estudá-los minuciosamente para avaliar se há uma possível ligação com a vacina. Estamos, neste momento, a avaliar estes dois casos específicos", disse Tanja Erichsen, diretora de farmacovigilância na autoridade dinamarquesa do medicamento.

Não foram adiantadas mais informações sobre a idade ou sexo dos dois profissionais de saúde ou sobre o seu historial clínico.

A Dinamarca suspendeu o uso da vacina da AstraZeneca no passado dia 11 e ainda não retomou o processo, apesar da última posição da Agência Europeia do Medicamento.

Mais de 17 milhões de pessoas na União Europeia e no Reino Unido receberam a vacina da AstraZeneca. 

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A vacina da AstraZeneca foi aprovada para uso na União Europeia a 31 de janeiro, começando a ser distribuída nos vários Estados-membros em fevereiro.

Desde então têm sido reportadas dezenas de reações adversas, que levaram à suspensão da administração da vacina em vários países, incluindo Portugal.

Tanto a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla original) como a Organização Mundial de Saúde defenderam sempre a vacina, afirmando que os benefícios continuam a superar os riscos e que as reações adversas registadas não são em maior número do que aquelas que acontecem na população em geral.

Foi na sequência destas conclusões que Portugal acabou por levantar a suspensão da vacina da AstraZeneca.

A EMA lembra que a maioria dos casos registados de reações adversas se verificaram em mulheres com menos de 55 anos, tendo ocorrido entre o 7.º e o 14.º dias a seguir à vacinação. O regulador europeu lembra que este pode ser o reflexo de uma maior utilização da vacina no sexo feminino e nas faixas etárias em questão.

Catarina Machado