Pelo menos 17 pessoas morreram no naufrágio de um veleiro no noroeste do Haiti, incluindo duas crianças de dois anos e uma dezena de mulheres, informaram esta quinta-feira as autoridades haitianas.

O naufrágio ocorreu na tarde de quarta-feira, no canal que separa a ilha em que está grande parte do território do Haiti da ilha de Tortuga, no noroeste do país.

No barco estavam moradores da Ilha Tortuga que voltavam do mercado municipal da cidade de Saint Louis du Nord, segundo declarações do diretor-geral do Serviço Marítimo e de Navegação do Haiti (Semanah), Eric Junior Prévost, aos meios de comunicação locais.

Até agora, membros da Proteção Civil de Saint Louis du Nord resgataram pelo menos nove sobreviventes, duas mulheres e sete homens.

Os agentes da Proteção Civil, com o apoio do Semanah, continuam as operações de busca, para encontrar possíveis sobreviventes, explicou o diretor-geral da Semanah.

Na sua conta na rede social Twitter, o Presidente haitiano, Jovenel Moise, declarou que soube com grande pesar da notícia do naufrágio.

As autoridades competentes estão a mobilizar-se para encontrar os corpos desaparecidos e os possíveis sobreviventes. Compartilho a dor dos familiares e amigos afetados por esta tragédia”, disse Moise.

Segundo as autoridades haitianas, o pequeno veleiro denominado "Ancelita" tinha cerca de 30 pessoas a bordo, além de mercadorias, ultrapassando o seu limite de capacidade, e foi para o mar sem a autorização exigida pelas autoridades.

“Naufragou devido às rajadas de vento. Nesta área as viagens são feitas em péssimas condições”, disse o diretor do Semanah.

Quase todos os anos, esse tipo de naufrágio ocorre no Haiti, uma vez que os organismos responsáveis pelo controlo do setor não cumprem a missão de controlar esses navios, que geralmente são de baixa qualidade e com excesso de viagens.

/ HCL