Um sismo de magnitude 4,8 atingiu, esta quarta-feira, a ilha de La Palma, onde o vulcão Cumbre Vieja está em erupção há um mês.

A região tem registado vários sismos ao longo dos últimos dias, mas este foi o que atingiu maior intensidade desde que o vulcão entrou em erupção. O epicentro situou-se a 38 quilómetros de profundidade e foi seguido de sete réplicas com magnitude superior a 3.

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O maior abalo até à data tinha ocorrido no fim de semana com as autoridades a registarem um sismo de 4,6, a 37 quilómetros de profundidade.

Um mês depois do início da erupção de Cumbre Vieja na ilha de La Palma nas Canárias, o vulcão continua com uma atividade intensa, apesar de nas últimas horas ter entrado numa fase de “estabilidade e lentidão”.

Apesar de segunda-feira ter sido um dia sem incidentes, as autoridades alertaram em comunicado que, dada a previsão da chegada ao mar de uma frente ativa de lava, e da provável emissão de mais gazes nocivos para a saúde se poderia ordenar o confinamento da população em áreas próximas.

Este rio de lava acabou por desacelerar a sua velocidade para apenas dois metros por hora adiando por mais alguns dias o seu contacto com as águas do Oceano Atlântico.

A ilha de La Palma converteu-se neste mês num dos locais mais observados em todo o mundo, com os cientistas a aprofundar o seu conhecimento sobre a evolução do planeta.

Foi um mês sem descanso para a população da ilha, confrontada com uma catástrofe social e económica, sendo no entanto um alívio o facto de não ter havido até agora qualquer vítima mortal motivado pela atividade do vulcão e a solidariedade, assim como a erupção, ter sido uma constante.

Redação