O autoproclamado Estado Islâmico reivindicou, esta terça- feira, o ataque que matou pelo menos 12 pessoas e fez 48 feridos, num mercado de Natal, em Berlim, na Alemanha.

De acordo com a Reuters, o grupo extremista reivindicou o ataque ao mercado de Natal através da agência de propaganda Amaq.

No entanto, fonte do Departamento de Estado dos EUA afirma que não há informação que permita confirmar esta reivindicação. Segundo o porta-voz John Kirby, "não há provas diretas de uma ligação a uma organização terrorista, mas isto tem as características de ataques terroristas anteriores".

Recorde-se que o condutor do camião que abalroou um mercado de Natal ainda estará a monte. Um suspeito tinha sido detido na noite de segunda-feira, mas acabou libertado depois das autoridades considerarem que não havia provas contra ele.

O camião pertencia a uma empresa polaca e terá sido furtado para o ataque, conforme apontam as primeiras investigações.

Um dos 12 mortos anunciados é polaco e tinha sido baleado. Assim sendo, acredita-se que essa vítima seja o condutor original do veículo, que estava incontactável desde a tarde de segunda-feira, e que terá sido morto aquando do roubo da viatura.

As autoridades já teriam afastado a hipótese de que o condutor original do camião fosse o perpetrador do atropelamento. O primo, e dono da empresa de camiões, tinha afirmado à agência AFP que não sabia nada dele há quase 24 horas.

O camião estava carregado com aço e estaria a fazer a viagem para a Polónia, tendo partido de Itália. O condutor do pesado passaria em Berlim para descarregar e acredita-se que o camião terá sido roubado nesta altura.