O Prémio Nobel da Paz 2019 foi esta sexta-feira atribuído a Abiy Ahmed Ali, primeiro-ministro da Etiópia, informou o comité norueguês.

Abiy Ahmed, que é primeiro-ministro da Etiópia desde 2018, foi distinguido pelos esforços para alcançar a paz com a vizinha Eritreia.

De acordo com o comunicado divulgado pelo júri, o prémio foi atribuído ao primeiro-ministro da Etiópia pelo "seu importante trabalho para promover a reconciliação, a solidariedade e a justiça social".

O prémio também visa reconhecer "todas as partes interessadas que trabalham pela paz e reconciliação na Etiópia e nas regiões leste e nordeste da África”, sublinha a nota.

Abiy Ahmed Ali iniciou importantes reformas que proporcionam a muitos cidadãos a esperança de uma vida melhor e de um futuro melhor", acrescenta o comunicado.

O Comité Norueguês do Nobel acredita que é agora que os esforços de Abiy Ahmed merecem reconhecimento e precisam de incentivo.

Abiy Ahmed agradece reconhecimento

O gabinete do primeiro-ministro da Etiópia congratulou-se hoje com a atribuição do prémio Nobel da Paz a Abiy Ahmed Ali e declarou que a nação está orgulhosa.

Estamos orgulhosos como nação”, indica a mensagem de divulgação do galardão na rede social Twitter, onde se apela a “todos os etíopes e amigos da Etiópia para continuarem do lado da paz”.

O chefe do governo etíope recebeu o Nobel da Paz 2019 pelo "seu importante trabalho para promover a reconciliação, a solidariedade e a justiça social", informou o Comité Nobel norueguês que atribui o prémio.

Abiy Ahmed Ali iniciou importantes reformas que proporcionam a muitos cidadãos a esperança de uma vida melhor e de um futuro melhor", refere o comunicado, adiantando que o prémio pretende ainda reconhecer "todas as partes interessadas que trabalham pela paz e reconciliação na Etiópia e nas regiões leste e nordeste da África”.

As reformas de Ahmed Ali, 43 anos, incluíram fazer as pazes com a antiga rival Eritreia, acabando com um dos conflitos mais antigos de África. Libertou ainda dezenas de milhares de prisioneiros e acabou com a interdição de grupos de oposição proibidos até então.

“Este reconhecimento é um testemunho eterno dos ideais do Medemer (em amárico, língua etíope, “permanecer juntos” ou “sinergia”) de unidade, cooperação e coexistência mútua que o primeiro-ministro liderou permanentemente”, indica o gabinete de Ahmed Ali.

Considera ainda o prémio Nobel da Paz “uma vitória coletiva dos etíopes e um apelo ao fortalecimento da sua determinação em fazer da Etiópia uma nação mais próspera para todos”.

Trump, Gretha Thunberg e Papa Francisco entre os favoritos

Donald Trump, Greta Thunberg e o Papa Francisco estavam entre os favoritos nas casas de apostas.

Estes nomes surgiram numa lista de 223 pessoas e 78 organizações nomeadas, onde se encontrava também a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente frânces, Emmanuel Macron e o fundador do portal do Wikileaks, Julian Assange.

Em 2018, o ginecologista congolês Denis Mukwege e a ativista yazidi Nadia Murad foram os vencedores daquele que é um dos prémios mais cobiçados do mundo.

Na segunda-feira foi entregue o Prémio Nobel da Medicina aos cientistas norte-americanos William Kaelin e Gregg Semenza e ao britânico Peter Ratcliffe pelas suas descobertas relativas à forma como as células se adaptam às diferenças de oxigénio.

Já na terça-feira, James Peebles, Michel Mayor e Didier Queloz foram distinguidos pela Academia Sueca com o Nobel da Física.

Na quarta-feira, o Nobel da Química foi entregue a cientistas que estudam o desenvolvimento de baterias de lítio. O prémio da Real Academia das Ciências sueca deste ano foi para John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino.

Quinta-feira foi entregue os Nobel da Literatura referentes a 2018 e 2019. Os vencedores foram a polaca Olga Tokarczuk (2018) e o austríaco Peter Handke (2019).