O Irão assegurou, esta sexta-feira, que podia ter abatido na quinta-feira outro aparelho militar norte-americano, um avião P-8 com 35 pessoas a bordo, que também violou nesse dia, em simultâneo com o 'drone' derrubado, o espaço aéreo iraniano.

Poderíamos ter atingido também esse avião, mas abstivemo-nos de o fazer porque a nossa intenção era apenas enviar uma mensagem às forças terroristas norte-americanas na região", afirmou o comandante da força aérea dos Guardas da Revolução do Irão, Amir Ali Hayizadeh.

O comandante explicou, segundo avança a agência oficial IRNA, que o aparelho P8 voava "ao lado" do 'drone' (aparelho aéreo não-tripulado) que foi derrubado na quinta-feira por um míssil terra-ar da força aérea iraniana.

Donald Trump também escreveu esta sexta-feira no Twitter que suspendeu o ataque ao Irão "10 minutos antes da hora marcada", por ter sabido na altura que iriam morrer 150 pessoas em consequência da investida dos EUA. O presidente norte-americano revelou na rede social que considerou "desproporcionado" o número de baixas, tendo em conta que os Estados Unidos respondiam ao abate de um drone, que nãp é tripulado. 

Numa série de 'tweets', Trump começou por dizer que foi Barack Obama quem abriu caminho a que o Irão investisse em armamento nuclear. "Eu terminei o acordo, que não foi sequer ratificado pelo Congresso, e impus sanções. São uma nação muito mais enfraquecida hoje do que no início da minha presidência", escreveu Trump. 

Na quinta-feira à noite, o presidente norte-americano mandou cancelar a investida que tinha aprovado anteriormente contra o Irão. Aviões e navios carregados de mísseis estavam preparados para responder ao abate do drone militar dos EUA mas acabaram por ficar em terra.

Esta sexta-feira, escreve a Reuters, Trump enviou uma mensagem a Teerão, via Omã, avisando que o ataque está iminente, deixando cair por terra a possibilidade de este recuo significar um final nas ameaças. Parece, por sua vez, tratar-se de um adiamento por questões estratégicas.