"Eles pedem que o Luaty regresse para o seu meio, como líder moral, como indivíduo a quem olham com bastante respeito, que volte com saúde e que volte com vida", relatou à agência Lusa o ativista Rafael Marques, que visitou os 14 presos na cadeia de São Pulo, em Luanda, tendo depois transmitido as mensagens a Luaty Beirão, que se encontra internado numa clínica da capital angolana.




“Coube-me apenas, na minha qualidade de defensor dos direitos humanos, ouvir os detidos, o que eles pensam da greve de fome. O Luaty quer voltar para junto deles e manter a greve. Eu ouvi-os, tirei notas e eles próprios escreveram pelo seu punho qual é o seu posicionamento e fui transmitir as opiniões de cada um ao Luaty”, relata o autor do livro “Diamantes de Sangue”, em contacto telefónico a partir de Lisboa.


“Nós não estamos aqui a falar de pessoas que estão a fazer pressão para que ele cesse a greve de fome. Estamos a falar daqueles com quem ele compartilha ideias e por quem ele está a sofrer e por quem ele quer continuar a sofrer - que são estes bravos jovens que continuam detidos", frisou Rafael Marques, também alvo de um processo judicial em Angola.