Hoje é dia de reflexão em França. Amanhã, domingo, os franceses vão a votos para dizerem quem querem como próximo presidente. Os dois candidatos mais votados passam à segunda volta das eleições presidenciais marcada para 7 de maio.

Uma campanha manchada por mais um ataque terrorista no país que, na passada quinta-feira, provocou a morte de um polícia e feriu mais dois gravemente. Mas também caracterizada pelo desfecho, para já imprevisível, desta primeira volta com as últimas sondagens a darem a liderança ao candidato Emmanuel Macron à frente de Marine Le Pen.

Até agora, líder da extrema-direita tinha surgido sempre à frente nas sondagens.  Le Pen, de 48 anos, quer contradizer outras sondagens que lhe dão a vitória na primeira volta e a derrota na segunda. E há mesmo quem defenda que o atentando de quinta-feira ajuda a sua candidatura já que foi a voz mais sonante - na reacção - defendendo o encerramento de fronteiras e a expulsão do país de todos os suspeitos de ligações ao auto proclamado estado Islâmico.

Por seu lado, Emmanuel Macron lançou-se na corrida presidencial francesa projetando a imagem de um político novo e descomprometido, “nem de direita nem de esquerda”, e tornou-se no favorito para derrotar Le Pen. Para entrar na corrida e apresentar uma candidatura presidencial Macron, 39 anos, demitiu-se do cargo de ministro da Economia (2014-2016) do governo do presidente François Hollande.

Menos bem posicionado, Jean-Luc Mélenchon, candidato da esquerda, perfila-se nas sondagens como terceiro mais votado, confirmando-se como figura central da esquerda francesa, apesar de 30 anos de carreira política no Partido Socialista.

Já François Fillon, o candidato da direita, começou a campanha em alta com uma imagem de honestidade e rigor, mas as sucessivas polémicas colocaram em sério risco a possibilidade de passar à segunda volta, como ditavam as primeiras sondagens.

/ ALM