A cimeira de líderes da NATO, a primeira a contar com a participação do novo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, terá lugar a 14 de junho em Bruxelas, anunciou esta quinta-feira o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg.

Tenho o prazer de anunciar que a próxima cimeira de líderes da NATO irá ter lugar a 14 de junho de 2021 em Bruxelas. Temos uma agenda substancial e virada para o futuro para fortalecer a nossa Aliança transatlântica e enfrentar os desafios de hoje e de amanhã”, lê-se numa mensagem publicada por Stoltenberg na sua conta oficial da rede social Twitter.

Segundo um comunicado publicado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), a reunião em questão servirá para abordar o processo de reflexão NATO 2030, que visa projetar o futuro da Aliança e desencadear uma revisão do seu conceito estratégico.

Os líderes deverão também debater as “ações agressivas da Rússia, a ameaça do terrorismo, os ciberataques, as tecnologias emergentes e disruptivas, o impacto na segurança das alterações climáticas e a ascensão da China”.

Trata-se de uma oportunidade única para reforçar a NATO enquanto encarnação duradoura da ligação entre a Europa e a América do Norte”, frisa o comunicado da Aliança.

A cimeira de líderes da NATO era um acontecimento esperado por ser a primeira vez que o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se irá reunir com os restantes chefes de Estado e de Governo da Aliança desde que tomou posse, a 20 de janeiro.

A vinda de Joe Biden à Europa estava a ser planeada com minúcia, de maneira a conseguir articular a deslocação do Presidente com três cimeiras internacionais: além da cimeira da NATO hoje anunciada, terá também lugar, entre 11 e 13 de junho, a cimeira do G7 na Cornualha, Reino Unido, e prevê-se que seja ainda anunciada uma cimeira UE-Estados Unidos, que deverá também contar com a presença do Presidente norte-americano.

Contrariamente ao seu predecessor, Donald Trump, Joe Biden tem sublinhado a importância das alianças para a sua administração, tendo mostrado o desejo de “reconstruir e restabelecer” as parcerias dos Estados Unidos, “a começar pela NATO”.

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