Sete civis afegãos morreram esmagados na multidão perto do aeroporto internacional de Cabul, no meio do caos dos que tentam fugir da tomada de poder pelos talibãs, revelaram forças militares britânicas.

O Ministério da Defesa do país, em comunicado hoje divulgado, informou que "as condições no terreno continuam extremamente desafiadoras", e que está a ser feito "tudo o que é possível para gerir a situação da forma mais segura possível".

O aeroporto tem sido o ponto de encontro de milhares de pessoas que tentam fugir aos talibãs, que invadiram Cabul há uma semana depois de um avanço relâmpago tomou o país.

No boletim publicado sábado no site, a Embaixada dos Estados Unidos no Afeganistão tinha instado os cidadãos norte-americanos no Afeganistão a evitar deslocar-se ao aeroporto de Cabul, devido a "potenciais ameaças à segurança", e um funcionário da Casa Branca, citado pela agência France-Presse (AFP), informou que o presidente norte-americano, Joe Biden, discutiu nessa manhã o tema com funcionários da administração.

"Aconselhamos os cidadãos americanos a não viajarem para o aeroporto e a evitarem os portões do aeroporto neste momento, a menos que recebam instruções individuais de um funcionário do governo dos EUA", escreveu a embaixada.

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, recusou dar mais informações sobre a natureza das ameaças, dizendo apenas que a situação na capital afegã é muito "flutuante" e que os riscos podem evoluir "de hora a hora".

"Continuamos a ter comunicações regulares com os líderes talibãs em Cabul, incluindo os responsáveis pelos pontos de passagem no aeroporto", disse o porta-voz, em conferência de imprensa.

Os Estados Unidos retiraram cerca de 17.000 pessoas do país desde que a operação de resgate começou, em 14 de agosto, incluindo 2.500 cidadãos americanos, disse no sábado o subdiretor de logística do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, general Hank Taylor.

Nas últimas 24 horas, cerca de 3.800 pessoas foram transportadas em 38 voos.

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