O número de vítimas do ataque deste sábado a uma parada militar na cidade ide Ahvaz no sudoeste do Irão é de, pelo menos, 24 mortos e 53 feridos, de acordo com a agência de notícias iraniana Irna.

De acordo com a Irna, que cita fontes "bem informadas", homens armados e vestidos com uniformes da Guarda alvejaram o local onde militares e comandantes da polícia estavam sentados.

O ataque matou pelo menos oito membros da Guarda Revolucionária, grupo de elite do país, informaram os media locais.

A agência Irna também relatou que havia mulheres e crianças entre os espectadores da parada militar, referindo ainda que o número de mortos poderá subir.

Nenhum grupo reivindicou ainda a autoria do ataque. Teerão acusou "um regime estrangeiro" apoiado pelos Estados Unidos de ser responsável pelo atentado em Ahvaz.

Terroristas recrutados, treinados e pagos por um regime estrangeiro atacaram Ahvaz [...]. O Irão considera que os patrocinadores regionais do terrorismo e os seus mestres norte-americanos são responsáveis pelos ataques", escreve no Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Javad Zarif. "O Irão reagirá rapidamente e firmemente para defender as vidas iranianas", acrescenta o ministro.

 

Citado pela agência Isna, Ramezan Sharif, porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana, exército ideológico do Irão, acusou os atacantes de estarem ligados a um grupo separatista árabe apoiado pela Arábia Saudita.

 

O atentado ocorreu pelas 09:00 (06:30 em Lisboa), numa altura em que o Irão assinala a Semana da Sagrada Defesa, que recorda a guerra entre o Irão e o Iraque (1980-1988).

Inicialmente, a agência oficial Irna noticiou que "vários civis" tinham sido mortos, sem adiantar números.