Dezasseis pessoas morreram hoje em confrontos relacionados com as eleições presidenciais e parlamentares na Nigéria, relatou um grupo de cidadãos que está a monitorizar os atos eleitorais.

"Até agora foram registadas 16 mortes em oito estados do país", anunciou uma plataforma de associações independentes, denominada de 'Sala de Situação', citada pela agência de notícias francesa France-Presse (AFP).

Neste país de 190 milhões de habitantes, onde a violência é diária, especialmente durante o período eleitoral, este número permanece relativamente baixo e a votação realiza-se com relativa calma em todo o país, segundo a AFP.

Esta agência de notícias francesa acrescenta que esta organização reportou incidentes em Lagos, a capital económica do país, "onde eleitores foram impedidos de votar em algumas mesas e bandidos dispararam sobre os boletins de voto e as urnas".

No estado de Rivers, conhecido pela alta taxa de violência e crime, homens armados mataram um político local, membro do Congresso Progressivo (APC), e um seu irmão.

A Nigéria está hoje a escolher o seu Presidente, entre uma lista de 73 candidatos, na qual são favoritos o Presidente cessante Muhammadu Buhari e o antigo vice-Presidente Atiku Abubakar, do Partido Popular Democrático (PDP).

As assembleias de voto abriram hoje, após um adiamento não anunciado de uma semana, para receber cerca de 72,8 milhões de eleitores que vão escolher o seu presidente.

Além do Presidente, os nigerianos escolhem hoje os deputados à Assembleia Nacional e os senadores da câmara alta do Parlamento.