O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla original) dos Estados Unidos decidiu esta sexta-feira recomendar a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Johnson & Johnson, depois de terem sido detetados casos de coágulos em pessoas vacinadas.

A suspensão da vacina tinha sido recomendada a 13 de abril.

Tal como fez a Agência Europeia do Medicamento, o regulador norte-americano afirmou que os benefícios da vacina superam os riscos associados. Apesar da recomendação, as autoridades informaram que uma nota sobre possíveis efeitos secundários vai ser adicionada ao fármaco.

A vacina da Johnson contra a covid-19 é recomendada às pessoas com mais de 18 anos sob aprovação da Administração de Medicamentos e Alimentos", informou o painel de especialistas.

A decisão foi a votação por parte do Comité de Práticas de Imunização do CDC, sendo que dez pessoas votaram a favor, quatro contra e uma se absteve.

As autoridades vão agora atualizar a informação que consta da bula medicinal, e que deverá conter um aviso para as mulheres com menos de 50 anos, população em que se registaram os casos de coágulos sanguíneos.

Ainda antes da decisão se tornar oficial, a Johnson & Johnson tinha anunciado que ia colocar essa mesma informação na embalagem.

Antes da suspensão da vacina ter sido anunciada, cerca de oito milhões de pessoas foram vacinadas, sendo que se registou um total de 15 casos de coágulos, todos em mulheres com menos de 50 anos.

A União Europeia também decidiu suspender a vacina da Johnson & Johnson, que na Europa é distribuída pela subsidiária Janssen. A suspensão ocorreu ainda antes de a vacina ter começado a ser administrada. Já esta semana, as autoridades europeias decidiram recomendar o produto.

Na quarta-feira, Portugal anunciou que iria administrar a vacina da Johnson & Johnson sem quaisquer constrangimentos.

António Guimarães