A Polícia de Manchester revelou, esta terça-feira, que "executou dois mandados, um em Whalley Range e outro em Fallowfield, onde teve lugar uma explosão controlada como parte da investigação do ataque de ontem à noite".

Por sua vez, a polícia antiterrorismo do Reino Unido revela que "foram feitas buscas em duas propriedades".

O Estado Islâmico já revindicou o ataque que ocorreu esta segunda-feira no final de um concerto de Ariana Grande, na arena de Manchester. Segundo o último balanço oficial, divulgado esta terça-feira pela polícia, a explosão provocou 22 mortos e 59 feridos.

O atentado foi realizado por um bombista suicida já depois de a cantora norte-americana ter terminado o espectáculo e abandonado o palco. Eram cerca de 22:30.

Ariana Grande é o ídolo de muitas crianças e adolescentes e a maioria do público era, por isso, muito jovem, conforme se pode verificar nas imagens do local que foram partilhadas nas redes sociais. De resto, a polícia confirmou que há várias crianças entre as vítimas. 

Georgina Callander, de 18 anos, foi a primeira vítima mortal a ser identificada. Era uma grande fã de Ariana Grande e, no domingo, tinha voltado a publicar no Twitter uma fotografia que tinha tirado com a cantora há dois anos, dizendo que estava “muito entusiasmada” pela aproximação do concerto em Manchester.

Outra das vítimas identificadas é Saffie Rose Roussos, de oito anos, que estava no concerto de Ariana Grande com a irmã e a mãe, que ficaram feridas e foram hospitalizadas.

Esta terça-feira, as autoridades detiveram um homem de 23 anos por suspeitas de ligação ao atentado, no sul de Manchester. Isto mesmo foi confirmado pela polícia britânica.

Uma informação que surgiu depois de Theresa May ter anunciado que a polícia já conhece a identidade do alegado bombista que se fez explodir na arena. Numa declaração ao país, a primeira-ministra britânica não revelou o nome do atacante, acrescentando que as autoridades estão a investigar a possibilidade de haver mais envolvidos.

Também esta terça-feira, um outro homem foi detido no centro comercial Arndale, em Manchester, num caso que não está relacionado com o ataque, como confirmou a polícia no Twitter. A evacuação deste centro comercial causou momentos de pânico e muitas pessoas foram vistas a fugir do local. Entretanto, o centro já reabriu.

 A cantora Ariana Grande afirmou esta terça-feira que está “destroçada” com a tragédia.

Os líderes internacionais, de Angela Merkel a Donald Trump, já condenaram o ataque e expressaram solidariedade para com o povo britânico.