Pelo menos sete pessoas morreram desde que a primeira caravana de migrantes centro-americanos deixou São Pedro Sula, nas Honduras, em 13 de outubro, rumo aos Estados Unidos, informou na quinta-feira o Governo hondurenho.

"Até hoje, infelizmente, sete hondurenhos [da caravana de migrantes] morreram por diversas causas. Com o apoio do Governo, quatro foram já repatriados até às famílias e outros três estão em processo", lê-se num comunicado assinado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Quatro caravanas de migrantes da América Central, com cerca de dez mil pessoas, a maioria das Honduras e de El Salvador, está a percorrer o México com o objetivo de entrar nos Estados Unidos.

A maioria, cerca de seis mil, encontra-se acampada na cidade mexicana de Tijuana, que faz fronteira com os Estados Unidos.

O Presidente hondurenho, Juan Orlando Hernández, já pediu ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, o acompanhamento dos refugiados.

Na terça-feira, Guterres pediu às pessoas que integram as caravanas de migrante que fiquem atentos a "toda a informação sobre os procedimentos legais".

"As pessoas que viajam na caravana necessitam de cooperar e ouvir com atenção a informação disponível sobre os procedimentos legais disponíveis", disse António Guterres, citado pelo seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

Quarta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou fechar a fronteira com o México por um período não revelado, caso considere que o seu aliado do sul perdeu o "controlo".