Os comandantes das Regiões Estratégicas de Defesa Integral (REDI) venezuelana declararam esta quinta-feira "lealdade absoluta" a Nicolás Maduro como Presidente constitucional da Venezuela.

A Venezuela tem 23 Estados e um Distrito Capital, agrupados em REDIs.

Ratificamos o nosso irrestrito apego à Constituição e às leis da República Bolivariana da Venezuela (RBV). Condenamos categoricamente todo o tipo de ato ilegal, adverso à vontade do povo soberano e a qualquer ato que atente contra a estabilidade da nação e consequentemente da pátria, provocado pela estrema direita", disse o comandante da REDI de Los Llanos.

Através da televisão estatal o major Victor Augusto Palácio Garcia sublinhou ainda que as Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela (FAB) estão fundamentadas em três pilares: obediência, disciplina e subordinação.

Fazendo honra às tradições da nossa instituição, somos garantes da estabilidade, independência, soberania e paz, em tal sentido reconhecemos e ratificamos lealdade absoluta ao Presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, comandante em chefe das FAB, Nicolás Maduro Moros, eleito pelo povo para o período 2019 - 2025".

Acompanhado por vários militares, Victor Augusto Palácio Garcia, terminou afirmando: "leais sempre, traidores nunca, (Hugo) Chávez vive, a pátria continua, independência e pátria socialista, viveremos e venceremos. O sol na Venezuela nasce no Esequibo".

Por outro lado, o major general Manuel Gregório Bernal Los Andes explicou que a Venezuela é um país "soberano e com autodeterminação".

Frisou ainda que as FAB, "como garantes da decisão do soberano (povo) têm o dever e a obrigação ético-moral e ineludível de defender essa vontade do soberano".

O povo manda, a Constituição e as Leis referendam, e as FAB obedecem. Pois a FAB para garantia da República e da estabilidade internacional é uma instituição por consciência de caráter democrático e portanto obediente e leal ao seu presidente constitucional".

Ao concluir afirmou também "(Hugo) Chávez vive, a pátria continua, independência e pátria socialista, viveremos e venceremos".

A manifestação de apoio a Nicolás Maduro foi ainda proclamada pelo major general da REDI Ocidental, Fábio Zavarse, que, em nome dos militares, condenou "energicamente a ingerência nos assuntos internos da nação, por parte do governo dos EUA", que acusou de praticar, "em conivência com venezuelanos apátridas, atos de violência para aceder ao poder de maneira abrupta e ilegal".

Fábio Zavarse frisou ainda que os militares se comprometem "em cumprir e fazer cumprir a Constituição e as leis" da Venezuela, "honrar o mandato do povo da Venezuela que exercendo os seus direitos constitucionais, a 20 de maior de 2018, elegeu como presidente da RBV para o período 2019 - 2025 o cidadão Nicolás Maduro Moros".

Finalmente, o comandante do REDI Central, Domingo Hernández, vincou que as FAB estão consagradas "à defesa da pátria sem importar as vicissitudes" que venham a enfrentar.

Proclamamos lealdade e subordinação absoluta ao cidadão Nicolás Maduro Moros, Presidente constitucional da RBV e comandante e chefe das FAB, eleito, e que como tal é o único que ostenta o mando direto e supremo das FAB".

Dirigindo-se ao Presidente, enfatizou: "Meu comandante e chefe, conte com a REDI Central".

O presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela (AC), Diosdado Cabello, confirmou, na segunda-feira, que foram detidos pelas autoridades 27 militares que se manifestaram contra o Presidente Nicolás Maduro.

Ministro da Defesa venezuelano declara lealdade aos militares

O ministro venezuelano da Defesa declarou esta quinta-feira, em nome das Forças Armadas da Venezuela, lealdade à Constituição e ao Presidente Nicolás Maduro, alertando ser "muito perigosa" a instalação de um governo paralelo no país.

As Forças Armadas Bolivarianas (FAV) sempre têm estado apegadas às leis. É muito perigoso que propiciem esta figura do governo de facto, paralelo", disse o general Vladimir Padrino López num comunicado público que fez através da televisão estatal.

Segundo o ministro venezuelano, a autoproclamação de Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela é "um facto gravíssimo e aberrante" de tentativa de "instalar um governo paralelo no país".

O que aconteceu ontem [quarta-feira] é um evento condenável. Um homem levantando a mão, autoproclamando-se presidente. É um assunto gravíssimo que atenta contra o Estado de Direito", frisou.

 

A sustentabilidade jurídica que têm para isso é nula, completamente nula e tudo o que seja feito sem sustentação jurídica legal e constitucional não terá um destino feliz, está destinado ao fracasso, aos caos. Não será vitorioso", sublinhou.

O ministro da Defesa acusou a "ultradireita" de tratar de fragmentar e dividir o país, "para definir o destino da pátria" e condenou a decisão de vários governos internacionais de não reconhecerem Nicolás Maduro como Presidente da Venezuela.

Vladimir Padrino López sublinhou que está um curso uma tentativa de golpe de Estado na Venezuela, impulsionada pelos Estados Unidos e vincou que as Forças Armadas (FAB) "não aceitarão jamais um presidente autoproclamado".

As FAB estão aqui para evitar, a todo o custo um confronto entre os venezuelanos. Não é uma guerra entre irmãos que solucionará os problemas, é através do diálogo. Nada faremos fora da Constituição", disse.

A leitura do comunicado foi feita a partir do salão Simón Bolívar do Ministério da Defesa e o ministro venezuelano sublinhou ainda que as Forças Armadas "amam" a Venezuela e "desejamos morrer por ela na sua defesa".

Nunca deixaremos de estar do lado do povo da Venezuela. A guerra é o instrumento dos apátridas que querem ver-nos em confrontos e matando-nos uns aos outros".