Já são três os casos do novo coronavírus em França, revelaram esta sexta-feira fontes governamentais. Ao final da tarde, a ministra da Saúde tinha anunciado os primeiros dois casos confirmados, mas o número de infetados viria a subir em poucas horas. 

De acordo com um comunicado divulgado pela tutela, citado pela agência France-Presse, este terceiro caso, um “parente próximo” de um dos outros dois diagnosticados, estava “sob investigação” e “acaba de ser confirmado”.

Os dois primeiros casos de coronavírus em França registaram-se nos arredores de Paris e em Bordéus. O terceiro foi confirmado em Paris, refere a imprensa francesa.

Em conferência de imprensa, Agnès Buzyn revelou que o doente de Bordéus tem 48 anos, esteve na China e passou pela cidade de Wuhan. Foi observado pela primeira vez no dia 23 de janeiro, quinta-feira, e hospitalizado num quarto em isolamento em Bordéus.

Esteve em contacto com uma dezena de pessoas desde que chegou a França", disse Buzyn, acrescentando que o homem, que é de origem chinesa, vive em Gironde e esteve em Wuhan numa viagem de negócios.

Sobre o caso de Paris há menos informações: o doente está hospitalizado em isolamento no hospital Bichat. "Sabemos que esta pessoa viajou na China, mas não sabemos se pernoitou em Wuhan", explicou a ministra. 

Agnès Buzyn disse ainda que "é provável que haja outros casos" de pessoas infetadas com o coronavírus na Europa. "É um fogo que é preciso circunscrever", afirmou. 

O novo vírus, que causa pneumonias, foi detetado na China no final de 2019 e já provocou a morte a pelo menos 26 pessoas.

No território continental chinês há registo de mais de 800 pessoas infetadas e cerca de 1.000 casos suspeitos, tendo sido detetados outros casos em Macau, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos.

As autoridades chinesas consideram que o país está no ponto "mais crítico" no que toca à prevenção e controlo do vírus e colocaram em quarentena, impedindo entradas e saídas, 13 cidades onde vivem mais de 36 milhões de pessoas.

Num esforço sem precedentes para tentar travar a propagação, cancelaram também as comemorações do Ano Novo chinês em várias localidades, incluindo a capital, Pequim.

Em Portugal, e Direção Geral de Saúde anunciou a ativação dos dispositivos de saúde pública de prevenção, enquanto o Centro Europeu de Controlo de Doenças elevou para ‘moderado’ o risco de contágio na União Europeia (UE), continuando a monitorizar a situação e a realizar avaliações rápidas de risco.

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS), reunido terça e quarta-feira, em Genebra, na Suíça, optou por não declarar emergência de saúde pública internacional, receando que seja demasiado cedo, embora reconheça que há esse risco.

Os primeiros casos do vírus “2019 – nCoV” apareceram em meados de dezembro na cidade chinesa de Wuhan, capital e maior cidade da província de Hubei, no centro da China, quando começaram a chegar aos hospitais pessoas com uma pneumonia viral.

Os sintomas destes coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

/ BC