A polícia britânica anunciou, esta sexta-feira de manhã, que fez "duas importantes detenções durante a madrugada" relacionadas com o ataque de Londres. O número de detidos subiu para 10, mas uma mulher acabou por ser libertada sob fiança.

Segundo o vice-comissário da polícia britânica, Mark Rowley, as autoridades continuam as investigações para encontrar suspeitos que estejam diretamente relacionados com o atacante de Westminster.

Até agora na investigação, foram apreendidos 2.700 objetos, recolhidas 3.500 declarações de testemunhas. Estão ainda cinco buscas em curso e 16 já foram concluídas", afirmou o vice-comissário.

O oficial revelou ainda que o nome de nascimento de Khalid Masood era Adrian Russell Ajao. 

Quanto aos feridos, Mark Rowley revelou que duas pessoas continuam internadas em estado crítico, uma das quais corre risco de vida. Foram ainda assistidos no hospital 31 feridos. 

Dois dos agentes feridos no ataque também continuam internados com ferimentos graves.

A polícia está a trabalhar com as autoridades parlamentares para ver se os protocolos de segurança precisam de ser alterados.

Quinta vítima identificada

Foi identificada a quinta vítima mortal do ataque. Leslie Rhodes, de 75 anos, não resistiu aos ferimentos causados pelo atropelamento e faleceu no hospital.

A sua identidade foi confirmada por Chuka Umunna, deputado do partido Trabalhista, que enviou ainda uma mensagem de apoio à família da vítima.

O ataque em Londres, que provocou cinco mortos e dezenas de feridos, foi revindicado pelo Estado Islâmico esta quinta-feira. Através da agência afeta ao grupo extremista, a Amaq, os jhiadistas fizeram saber que o atacante era "um soldado do Estado Islâmico e levou a cabo a operação numa resposta ao apelo para atacar países da coligação anti-Estado Islâmico".

Andreia Miranda