França regista mais 240 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 1.100 o número total, anunciaram as autoridades francesas, nesta terça-feira.

De acordo com o diretor-geral da saúde francês, Jérôme Salomon, 85% das vítimas mortais tem mais de 70 anos.

O número de infetados nos hospitais ultrapassa já os 10.000, sendo que 2.516 encontram-se nos Cuidados Intensivos (UCI), mais 434 que no dia anterior.

Jérôme Salomon indicou, ainda, que 34% dos doentes em estado grave têm menos de 60 anos e 58% têm entre 60 e 80 anos.

No total há 22.300 casos positivos no país, que o diretor-geral da saúde diz revelar "uma epidemia que se agrava rapidamente". 

Por outro lado, sublinhou as 3.281 recuperações desde que o surto do novo coronavírus teve início.

França criou nas últimas semanas mais 3.000 camas nas UCI, contando agora com 8.000 camas no total.

Jérôme Salomon precisou que os dados da direção-geral da saúde francesa, divulgados diariamente, têm várias fontes, como hospitais, lares e médicos de clínica geral.

No entanto, o número de mortes devido ao novo coronavírus refere-se apenas às registadas em meio hospitalar.

O diretor-geral especificou que em certas regiões onde houve focos de contaminação há também um aumento da mortalidade e, por isso, pode haver mais casos que não entram diretamente nestas estatísticas.

Quanto à realização de testes, a França tem agora capacidade para cerca de 9.000 testes diários, mas as autoridades esperam aumentar esta capacidade para 29.000 até ao fim da próxima semana.

Apesar de o primeiro-ministro, Édouard Philippe, ter limitado as medidas de quarentena para idas ao médico apenas por razões urgentes, Jérôme Salomon precisou hoje que continuam a ser assegurados os direitos reprodutivos da mulher com a continuação do recurso à interrupção voluntária da gravidez, assim como o seguimento das grávidas e as três ecografias obrigatórias em hospital.

O novo coronavírus já infetou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.820 mortos em 69.176 casos.

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