O governador do Estado de Minas Gerais, no Brasil, afirmou sexta-feira que as hipóteses de encontrar sobreviventes entre as cerca de 150 pessoas desaparecidas, após a rutura de uma barragem em Brumadinho, “são mínimas”.

A polícia, o corpo de bombeiros e os militares fizeram tudo para salvar os possíveis sobreviventes, mas sabemos que as hipóteses são mínimas e provavelmente apenas encontraremos os corpos”, disse o governador Romeu Zema, que se deslocou para o local.

Pelo menos sete mortos foram já confirmados após a rutura de uma barragem numa mina da empresa Vale, em Brumadinho, que causou um rio de lama e de resíduos minerais, soterrando as instalações da empresa e destruindo diversas casas na zona.

Segundo informações confirmadas pelos bombeiros, sete corpos já foram localizados. Ainda não há a identificação das pessoas que morreram”, referiu o Governo do Estado de Minas Gerais em comunicado.

O documento acrescenta que nove pessoas foram retiradas com vida da lama e que cerca de cem que ficaram isoladas foram resgatadas.

Segundo dados transmitidos pelo representante da Vale ao governador mineiro, havia 427 pessoas no local, sendo que 279 foram resgatadas vivas. E são cerca de 150 pessoas desaparecidas, no momento, com vinculação à empresa”, acrescenta o documento.

São cerca de cem os bombeiros que estão no local e o contingente será aumentando para o dobro em breve, existindo também helicópteros e outros meios a participar nas buscas.

A rutura de uma barragem, nesta sexta-feira, na localidade brasileira de Brumadinho, Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, arrastou casas, com as autoridades brasileiras a referenciarem haver ainda cerca de 150 pessoas desaparecidas na enxurrada, na sua maioria, trabalhadores da empresa mineira Vale.

O governo de Minas Gerais, segundo refere o site G1 da Rede Globo, adiantou e identificou já sete mortos, confirmando que os operacionais no terreno resgataram cerca de cem pessoas.

A empresa mineira Vale refere que havia 427 pessoas no local e 279 foram resgatadas vivas. 

Os bombeiros falam ainda em, pelo menos, quatro feridos, dois dos quais foram retirados da lama através de um helicóptero e transportados para o hospital local.

Segundo a Globo, trata-se de duas jovens, de 15 e 22 anos, que foram levadas para ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. A vítima de 22 anos estaria com a bacia fraturada e foi levada para o centro cirúrgico.

Mar de lama

Um mar de lama, oriundo da mina de Corrego de Feijão, atingiu a comunidade de Vila Ferteco e a zona administrativa da barragem.

A empresa mineira exploradora da barragem, a Vale, já veio dizer que a prioridade, neste momento, "é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade". A Vale informou, também, que foi ativado um plano de emergência.

A maioria dos atingidos é de nossos próprios funcionários. No momento do acidente, tínhamos aproximadamente 300 funcionários no local. Nós não sabemos quantos estão soterrados", disse Fábio Schvartsman, presidente da empresa Vale, acrescentando que "aproximadamente cem já apareceram".

De acordo com o presidente da empresa, uma barragem abaixo da que rompeu transbordou devido ao aumento do volume. Foram 12 milhões de metros cúbicos de água e lamas que arrastaram as pessoas, na sua maioria mineiros, que estavam na altura na zona dos refeitórios.

É também importante que a gente saiba que essa é uma barragem inativa. Não estava recebendo rejeitos de mineração", disse o presidente da empresa, citado pelo site G1, da Rede Globo, afastando a hipótese de maiores danos ambientais.

Desta vez, é uma tragédia humana", assumiu Fábio Schvartsman, garantindo que a empresa tinha recebido relatórios da "estabilidade" da barragem, caso de uma auditoria feita por uma empresa alemã, em setembro, que considerou a instalação estável.

Avisos à população

A perfeitura de Brumadinho emitiu um aviso à população, para que mantenha a distância do Rio Paraopeba.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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No local estão várias forças dos serviços de emergência, desde bombeiros à Proteção Civil, e várias pessoas estão a ser retiradas.

Nas redes sociais circulam já vários vídeos.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, também já reagiu ao acidente, lamentando a "grave tragédia".

O governo ativou já um gabinete de crise, coordenado pelos ministros do Desenvolvimento Regional e do Ambiente.

A rotura da barragem do Brumadinho acontece três anos depois da tragédia de Mariana, também em Minas Gerais, em que 19 pessoas morreram e milhares ficaram desalojadas na sequência da rotura da barragem de Fundão, também propriedade da Vale.