O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse esta sexta-feira que, pela paz no país, está na disposição de reunir-se com o opositor Juan Guaidó, que se autoproclamou Presidente interino da Venezuela, para iniciar "um diálogo nacional".

Estou comprometido com o diálogo nacional. Hoje, amanhã e sempre será comprometido e pronto para ir onde haja que ir. Eu, pessoalmente. Se eu tiver que ir encontrar-me com esse rapaz (...) eu vou", disse.

Nicolás Maduro falava numa conferência de imprensa no palácio presidencial de Miraflores, durante a qual se referiu ao líder opositor como "uma marioneta" ao serviço dos Estados Unidos e insistiu que a Venezuela está a enfrentar e a desarticular um golpe de Estado dirigido pelos Estados Unidos e seus aliados internacionais.

Guaidó não está disponível para "falso diálogo"

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse esta sexta-feira que não se prestará para um falso diálogo com o presidente Nicolás Maduro.

Quando a repressão não lhes dá resultado começam com um falso diálogo (…) o mundo e o regime devem perceber que para falsos diálogos, aqui, ninguém está interessado", disse.

Juan Guaidó falava em Chacao, no leste de Caracas, para centenas de venezuelanos que acorreram à Praça Bolívar, onde decorreu um encontro entre deputados e jornalistas.

O único elemento possível é o que leve ao fim da usurpação", salientou Juan Guaidó, que não reconhece o novo mandato presidencial de Nicolás Maduro, iniciado no passado dia 10 de janeiro.

Segundo Guaidó, “a Venezuela acordou” e vai ter um governo de transição e serão convocadas eleições presidenciais livres.

Deixou ainda uma mensagem aos militares venezuelanos instando-os a passarem para "o lado do povo e da Constituição".

Às Forças Armadas, irmãos, é com vocês. Chegou o momento de estar do lado da Constituição, de respeitar o povo da Venezuela. Soldados da pátria (...) ponham-se do lado do povo da Venezuela", disse.

 

Nos próximos dias (os militares) vão ter uma prova importante (...) com todos esses que passam fome, que precisam de medicamentos e não têm, se vão permitir ou não a entrada (de ajuda humanitária)", frisou.

/ CE