A Guiné Equatorial tornou-se hoje o 14º país a entrar para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), concluindo assim com sucesso o processo de adesão, que tinha iniciado há oito anos.

Numa breve cerimónia no início da reunião do cartel petrolífero, hoje em Viena, o ministro da Energia da Arábia Saudita, Jalid al Falih, deu as boas-vindas ao novo membro, entregando a bandeira da organização ao seu homólogo equato-guineense, Gabriel Obiang Lima, que expressou o agradecimento pela aceitação do seu país na OPEP.

A Guiné Equatorial passa assim a ser o sexto país africano na organização, juntando-se a Angola, Argélia, Gabão, Líbia e Nigéria, e é o segundo país lusófono a estar presente neste cartel petrolífero que representa a maioria da produção petrolífera mundial.

Cortes na produção de petróleo devem continuar

Os sócios da OPEP e outros 11 grandes produtores vão tentar hoje em Viena prolongar por mais nove meses o acordo de corte da produção, de 1,8 milhões de barris por dia, aprovado em dezembro de 2016.

"O plano agora é mantermo-nos constantes e passar os nove meses a monitorizar (o mercado) e logo decidir", declarou hoje o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Jalid al-Falih, antes do início da reunião ministerial da OPEP.

O representante do líder natural da OPEP insistiu no período de nove meses, até finais de março de 2018, e afastou a hipótese de se aplicarem outros cenários, como o de um prolongamento de seis meses prolongável por três meses, sempre a partir de 30 de junho próximo, quando se vence o acordo que entrou em vigor em 1 de janeiro último.