Um avião militar despenhou-se esta sexta-feira na cidade ucraniana de Chuguev, localidade que fica a cerca de 100 quilómetros da fronteira com a Rússia, num acidente que provocou a morte a 26 pessoas. Trata-se de um modelo Antonov, uma aeronave de fabrico ucraniano muito popular durante a União Soviética.

O governo ucraniano confirmou a queda do avião, que se despenhou junto ao aeroporto, indicando que se trata de um avião-26 das Forças Armadas da Ucrânia.

Já este sábado, o presidente ucraniano elevou o número de vítimas mortais de 22 para 26.

A Ucrânia perdeu 26 dos seus filhos”, escreveu o Presidente Volodymyr Zelensky na sua página da rede social Facebook, declarando o dia de hoje como de luto nacional.

O avião transportava um total de 27 pessoas: sete membros da tripulação e 20 estudantes da Universidade Nacional de Aviação de Kharkiv (leste).

O único sobrevivente sofreu uma concussão, mas não corre perigo de vida, segundo informou a clínica militar onde está a ser tratado.

Segundo o governo ucraniano, algumas das vítimas mortais são cadetes da Universidade da Força Aérea de Kharkiv que estavam a operar num voo de treino.

O executivo ucraniano expressou as suas condolências à família e amigos das vítimas, desejando ainda uma rápida recuperação dos feridos.

Está a ser criada uma comissão estadual para identificar todas as circunstâncias e causas deste desastre. O trabalho de busca e resgate continua no local", acrescenta a nota.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que “a Europa está de luto” após a queda de um avião militar na Ucrânia, que provocou a morte de pelo menos 22 pessoas, endereçando condolências às famílias das vítimas.

Apresento as minhas sinceras condolências a todas as famílias e amigos que perderam um ente querido no acidente de avião na Ucrânia e ao presidente [ucraniano], Volodymyr Zelenski”, afirma Charles Michel numa publicação feita na rede social Twitter.

Reagindo ao desastre ocorrido na sexta-feira ao final do dia, o responsável adianta que “a Europa está de luto”, desejando ainda “uma recuperação total para os sobreviventes”.

António Guimarães Rafaela Laja / Atualizada às 11:49 de 26/09