O número de mortos causados pela avalanche que soterrou um hotel de luxo em Pescara, centro de Itália, foi fixado em 29, depois das autoridades darem por terminados os trabalhos de resgate no local.

Uma semana depois da tragédia que destruiu o Hotel Rigopiano, a probabilidade de encontrar sobreviventes era escassa. O número, aliás, manteve-se inalterado desde sábado, altura em que os últimos sobreviventes foram retirados dos escombros.

Onze pessoas resistiram à tragédia: duas por estarem fora do hotel na altura em que a avalanche soterrou o edifício e nove que foram resgatadas pelas equipas de salvamento.

Segundo a Associated Press, os resultados das autópsias realizados aos primeiros seis corpos retirados do local revelam que a maioria dos hóspedes morreu devido ao colapso do hotel, ainda que algumas vítimas apresentem sinais de hipotermia e asfixia.

O primeiro-ministro italiano Paolo Gentiloni já anunciou que está a decorrer uma investigação à forma como as equipas de resgate agiram durante as primeiras horas após o desastre.

Os pedidos de ajuda iniciais, feitos por um dos sobreviventes, foram alegadamente ignorados pela Câmara de Pescara, que considerou tratar-se de uma brincadeira. As equipas de resgate só partiram para o local uma a duas horas após a notícia, tendo depois demorado quase oito horas a chegar a pé ao local, uma vez que as estradas estavam intransitáveis devido à neve.